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terça-feira, 27 de abril de 2010

Fugir ao Fisco

Imagem de: Bancada Directa.

Enquanto muitos trabalham e dos seus ordenados têm que fazerem os seus descontos, existe uma classe social entre outras que fogem aos impostos.
Essa classe social de comerciantes a que me refiro é sem dúvida restaurantes e cafés.
Infelizmente sabemos, que nós o povo devemos exigir o recibo das despesas, mas em geral isso não acontece.
Durante as minhas passagens pelos supermercados locais em Santarém, tenho observado vários empresários da restauração que enchem seus carrinhos com produtos não facturados, e muitos desses produtos são: Carne, peixe e enlatados.
A maior parte dos enlatados são feijões cozidos em lata, que são metidos em refogados de caldo Knor e bocados de chouriço e negro que por sua vez vão ser misturados com arroz e acompanham as ditas costeletas, as mesmas são servidas em casas típicas de grelhados.
Voltando ao assunto inicial, os clientes conhecidos dos ditos restaurantes e cafés locais, não pedem recibo e a cobrança é feito de forma oral.
Dessa forma e também com o chamado pelos brasileiros de "caixa 2", geralmente usada em estabelecimentos de grandes movimentos, o estado vai perdendo receitas.
Caixa 2: A caixa 2, é um sistema de várias caixas, uma apresenta as contas oficiais, a outra só é tirada recibos que não servem para a contabilidade, chegando o final do dia, toda a informação desta máquina vai para o lixo.
Outro sistema são a recolha de recibos nas mesas que logo a seguir são apagados da informação do computador. E ainda há os mestres que conseguem apagar as informações no disco.
Se você é estrangeiro e o seu cartão de crédito não tiver chip, nunca o perca de vista, podes ter o azar de quando estiver no seu país receber uma conta em casa de 20 almoços. Isso acontece quando passas o cartão de crédito ao empregado, o empregado passa o cartão várias vezes na máquina e apresenta só um recibo para o cliente assinar, após a assinatura o cliente fica com a original e o estabelecimento fica com a cópia que em seguida o empregado vai preencher os outros recibos com a assinatura falsificada do cliente.
Há caso desses em França, de empregados terem lesados clientes em mais de 25.000 Euros, estou falando só de um empregado, fora os outros e a própria casa.
Lembre-se que quando um empregado assina um contracto de trabalho, deve manter segredo do que se passa no estabelecimento, podendo ele ter de indemnizar o patrão em uma avultada multa por quebra de sigilo.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Roubar e fugir ao fisco

Já corri muitos Distritos de Portugal, e todos eles têm uma coisa em comum, que é não declarar os rendimentos. É notório principalmente nos cafés e restaurantes mais antigos.
A táctica é:
1º conhece-se o cliente.
2º observa as pessoas que estão presentes no estabelecimento.
3º finge-se de esquecido, diz o valor da despeza e não regista a importância cobrada.
4º mantêm sempre a caixa registadora aberta.
5º se for empregado põe o dinheiro de lado e na ausência do patrão, discretamente enfia o dinheiro no bolso.
Moro em Santarém e observo todos os dias essas atitudes.
Já vi sócios e empregados a roubarem tanto, que em pouco tempo montaram eles um café.
No Mac Donalds, já vi pessoas pagarem um hamburguer e levarem tartes e outro hamburguer.
Em Portimão há pessoas que já levaram hamburguers recheados de notasn no meio de grandes movimentos, dividindo mais tarde com o empregado.
Infelizmente o vício do roubo está cada vez mais normalizado na nossa sociedade.
Um supermercado de Santarém, um encarregado me disse que mais da metade dos funcionários foram despedidos por roubo, e em outra superfície comercial aconteceu o mesmo.
Um certo hipermercado, também de santarém diz que quase 60% dos clientes habituais foram apanhados a roubarem.
O que dói é que o nosso famoso comércio tradicional, na sua maioria, assim como tantos outros, apresentam poucos funcionários competentes, e a esses não bonificam e não valorizam; e quando esses vão-se embora vai pra lá outro que se está lixando para o patrão ou para a clientela, seu único objectivo é apanhar uma oportunidade para sair de lá ou fazer tempo para o subsídio de desemprego.
Quem paga por um mau empregado é o patrão, que se arrisca a perder um bom cliente.
Há estabelecimentos que o patrão e o empregado estão de papel trocado com o cliente, os primeiros estão a espera que o cliente os agrade e não ao contrário. O cliente nesses estabelecimentos parecem não ter qualquer impotância e atende-lo bem não passa pela formação daqueles que se dizem profissionais de hotelaria.
Outra gravidade é servir produtos fora de prazo, por exemplo os bolos.
Quanto a situação inicial de fuga ao fisco, se a maioria dos estabelecimentos não declaram o IVA, porquê não fazem preços mais em conta para o cliente habitual.
Sei que o meu dever é pedir factura ou talão de compra, pois eu como consumidor final pago sempre o IVA.
Também acho que as finanças poderia combater as fugas ao imposto, se desse uma comparticipação de abatimento e amortizações nos impostos das facturas de produtos de consumo diário dos restaurantes e cafés; só assim o zé povinho ficaria motivado a pedir os seus talões.