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quarta-feira, 28 de abril de 2010

O P.E.C. e os funcionários públicos

Imagem original: Mais Valias

Os portugueses sempre se queixaram da crise, mas pela primeira vez em 20 anos. Posso dizer que Portugal está começando a entrar na crise.
Um pais que durante anos não aproveitou os dinheiros da UE para criar Empresas e Indústrias, não pode gerar empregos, um país com problemas de rendas baixas de casas, não pode investir no património, um país com taxas e impostos elevados não pode competir com seus vizinhos, e cada vez é mais baixo os ordenados, se os ordenados forem muito baixos, as pessoas não compram e se não compram, o comércio morre.
Como sempre cabe aos pequenos pagarem as dívidas, os verdadeiros trabalhadores da função pública foram penalizados com ordenados congelados, muitos desses empregados já foram vítimas do novo sistema de avaliação o SIADAP, sistema este que penaliza os verdadeiros trabalhadores da função pública e que beneficia os puxa-sacos e as cunhas.
Por causa do Siadap, a maioria dos funcionários só subirão daqui a 10 anos enquanto outros sobem em 4 em 4.
Agora estamos debaixo de medidas duras e se nada for feito, sofreremos algumas alterações na vida social e comercial. No jornal expresso encontramos várias medidas para beneficiar o PEC, entre elas estão estas:

AUMENTAR O IVA, CONGELAR O 13º MÊS

Depois das quatro medidas anteriores estarem assumidas publicamente pelo Governo em nome do Estado português, o Executivo têm de aumentar a taxa do IVA de 20% para 21% e anunciar que este ano o 13º mês de todos os funcionários públicos será pagos através de títulos do Tesouro, que não serão vendáveis antes de três ou cinco anos.


quarta-feira, 17 de março de 2010

Plano de Estabilidade e Crescimento

Conheça aqui as principais medidas apresentadas hoje pelo Governo para controlar as contas públicas até 2013.
Plano de Estabilidade e Crescimento.
DESPESA
TGV ADIADO: construção das linhas de alta velocidade entre Lisboa/Porto e Porto/Vigo são adiadas durante dois anos.
CORTE NO INVESTIMENTO PÚBLICO: o peso do investimento público no PIB vai cair de 4,2% em 2009 para 2,9% em 2013.
SALÁRIOS CONGELADOS: os funcionários públicos vão ter aumentos salariais abaixo da inflação até 2013.
APOIOS À ECONOMIA: algumas das medidas anti-crise, como o alargamento do subsídio de desemprego e o subsídio de contratação de jovens, vão ser retiradas já em 2011.
TECTO MÁXIMO PARA BENEFÍCIOS FISCAIS E DEDUÇÕES: os contribuintes vão passar a ter um tecto máximo para os montantes dos benefícios e deduções fiscais de que poderão beneficiar.
CORTE NAS PRESTAÇÕES SOCIAIS: o Governo vai cortar em 0,5% os gastos com prestações sociais até 2013.
RECEITA
NOVO ESCALÃO DE IRS: o Governo cria um novo escalão de IRS de 45% para quem tenha rendimentos anuais superiores a 150 mil euros. A nova taxa será temporária e vai durar até 2013. Estas medidas incidem já sobre os rendimentos obtidos em 2010.
TRIBUTAÇÃO DAS MAIS-VALIAS DA BOLSA: os contribuintes que detenham acções há mais de um ano vão perder a isenção e passar a estar sujeitos a uma taxa de 20%.
PRIVATIZAÇÕES: Esta será a principal via para reduzir a dívida pública. O Governo prevê um encaixe de 6 mil milhões de euros de receitas.
Ver original em: Económico