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terça-feira, 3 de maio de 2011

Comércio tradicional "SOBREVIVE".


Cada vez é mais difícil a sobrevivência das empresas, os mercados estão saturados de todo tipo de produtos.
Imagem de. fcdlpe
Os Hipermercados vendem muito com pouco investimento, maiores lucros e menores preços para o consumidor. Desta forma, ainda mais fortalecidos por empresas de crédito e prestações sem juros, os supermercados vão eliminando o comércio tradicional.
Devido a uma concorrência desleal, e sem uma estrutura organizada o comércio de rua vai perdendo terreno, sendo na maioria das vezes sustentado pelos antigos moradores e por aqueles que compram fiado.

Os grandes Centros Comerciais oferecem hoje muitas vantagens ao consumidor e a sua principal arma é sem dúvida o conforto.
Nestes espaços climatizados, encontramos quase tudo inclusive supermercados, o que é uma mais-valia para trazer os clientes para dentro do shoping.

O comércio tradicional dos centros históricos não acompanharam a evolução dos tempos e a maioria das casas sobrevivem devido as baixas rendas que pagam aos senhorios. As consequências causadas pelas baixas rendas são a degradação do centro histórico e a desertificação do mesmo.

Com as rendas baixas e a desertificação, as casas existentes não podem competir com estruturas mais modernas e não conseguem atrair estudantes, factor essencial a vida das cidades.

Em Santarém como nas Caldas da Rainha, a desertificação é notória e empobrece a cidade. A maioria dos comerciantes apresentam todos os anos prejuízos avultados, como eles não têm direito ao subsídio de desemprego, mantêm as portas abertas aguardando a reforma e o milagre de alguém oferecer um trespasse para que possa recuperar algum.

Outros não fecham para não indemnizarem os empregados e ainda outros não fecham por causa dos filhos que se encontram desempregados. Neste tipo de comércio citamos os cafés e restaurantes.

A maioria desses estabelecimentos evitam passar facturas aos conhecidos e fazem alguns negócios s de portas fechadas, por exemplo: Uma jantarada de fim-de-semana para um nº restrito de pessoas, na maioria das vezes para aniversariantes, estudantes ou despedida de um amigo ou funcionário de alguma empresa.

Este tema é importante porquê mina a possibilidade de se criar um comércio de qualidade e requalificar um centro histórico.
Ninguém investe numa cidade abandonada onde não se oferece vantagens para atrair as pessoas.

Se uma cidade como Santarém não têm quase nada para oferecer aos turistas, estes vão continuar a almoçar em Fátima ou Almeirim e fazer as suas compras nesses lugares.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Comércio tradicional em declive

Imagem original de. jornaldoalgarve

O Fim Do Comércio Tradicional
Constitui lugar-comum tratar-se o comércio tradicional como uma espécie em vias de extinção, uma função em desaparecimento que urge defender. Na verdade e nos países competitivos, o comércio tradicional não faz falta nenhuma.

Onde ainda não morreu, morrerá e finalmente subsistirá apenas por excepção, em alguns nichos locais ou simplesmente por tradição. O que não podemos nem devemos é confundir comércio tradicional com comércio de rua.

E essa confusão é também tão comum que terá certamente deixado alguns leitores perplexos com o primeiro parágrafo.
O comércio de rua é essencial para o desenvolvimento local, tanto em zonas rurais, como urbanas. Perde apenas alguma importância em algumas zonas semi urbanas, casuisticamente. Infelizmente em muitos países dos quais Portugal é exemplo, a maioria do comércio de rua faz-se ainda de forma “tradicional”, ignorando que o cliente mudou e procura serviços que satisfaçam a suas necessidades, precisa que o façam sentir seguro e confortável, gosta de ser surpreendido e necessita de informação e rapidez.

O comércio de rua nacional continua a ser a soma das pequenas partes, sem qualquer tipo de lógica de mix comercial, gestão de horários comuns, acessibilidades, informação sobre outras lojas ou animação, quando não de situações mais graves como garantia de estacionamento, protecção básica contra intempéries ou segurança.

Ver continuação neste texto que é de propriedade de: Mercado puro