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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Crise em Santarém


Lojas fechadas, montras forradas a papel de jornal, letreiros de “trespassa-se” ou “aluga-se” fazem hoje parte da paisagem dos centros históricos das principais cidades da região. Se com a proliferação das grandes superfícies nas duas últimas décadas a vida se tornou complicada para os comerciantes, a crise acentuou esse fenómeno e dar a volta à situação é um autêntico trabalho de Hércules. As medidas ensaiadas em diversos pontos poucos ou nenhuns resultados deram e os lojistas começam a perder a esperança. (este trecho foi tirado do: O Mirante) do dia 05 - 04 - 2012 Crise acelera declínio do comércio tradicional.

Para as poucas pessoas que gostam de dar um passeio a "pé"pelo centro histórico de Santarém é facil de perceber que esta capital de distrito foi árvore que já deu frutos e que com a atual críse, esta cidade não atrairá investimentos, nem comércio de qualidade a menos que hajam benesses para os senhorios ou para possiveis investidores.
Se dermos uma volta na Internet, encontramos nas páginas das Imobiliárias Remax e Era uma boa parte do património histórico desta cidade, cujas varandas e janelas não trazem a placa publicitária que diz, "VENDE-SE", porquê a maioria dos senhorios não querem que se saiba da sua atual situação financeira.

Na altura em que se comemora o dia Nacional dos centros Históricos, Santarém 2012, na última página, contra capa do folheto informativo alusivo a "Santarém", lemos a seguinte frase escrita pelo famoso escritor Almeida Garret, lemos uma frase curiosa que nos deixa uma reflexão atual presente em que vivemos.

Seguimos a triste e pobre rua Direita, centro do debil commercio que ainda aqui ha: poucas e mal providas logeas, quasi nenhum movimento.

Texto escrito em 1846 pelo escritor de "viagens da Minha Terra" Almeida Garret.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Santarém mais deserta

Este incêndio na rua direita de Santarém, se não fosse travado a tempo, poderia concorrer com o Chiado em Lisboa.
Os Bombeiros de Almeirim, Cartaxo, Pernes, Rio Maior e Santarém estiveram presentes para o bem dos poucos habitantes e lojistas do Centro Histórico.

Segundo alguma fontes de informação, o incêndio foi combatido por 55 bombeiros e 18 viaturas de diversas corporações municipais e voluntárias.

No pédio nº 75 com a data de 1853 empresso em ferro situado na rua direita (Serpa Pinto) santarém, funcionavam ali dois ramos comerciais, no rés-do-chão é ocupado pela agência de viagens Omnitur e pela loja de roupa infantil Girândola, que sofreram danos avultados, sendo a loja infantil a mais prejudicada, pode-se dizer com perda total.

Alguns moradores do centro histórico chegaram a ser evacuados das suas casas, por precaução, mas receberam autorização para regressar ainda durante a madrugada.

 Santarém está cada vez mais deserta e a críse acabará por dar o golpe de misericórdia a esta capital de distrito.
O centro histórico não cativa e nem atraí novos investidores e a recuperação dos edifícios são demasiados dispendiosos para os senhorios falidos. Devido as políticas, as baixas rendas facilitaram o prolongamento de um comércio decadente e não a de um comércio competitivo e de qualidade.

Agora a cidade está abandonada e o novo comércio que surge é em torno do "OURO", este vem alimentar a compra de jóias roubadas e inibe os idosos que assustados evitam as travessas de Santarém.

Chega a noite, nas ruas dos correios, Largo dos Pasteleiros, Largo dos Rapazes, atrás da Igreja de São Nicolau e outros pontos históricos da cidade, concentram-se pessoas com aspectos e gestos duvidosos, muitos deles estão envolvidos em furtos de viaturas e outros procuram casas velhas para invadirem ou arranjar algum objecto que se possa vender.

O comércio tradicional desta cidade está demasiado debilitado e um incêndio ou um assalto pode dar muito jeito para receber umas massas do seguro.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Comércio tradicional bem mais caro



Comércio tradicional é bem mais caro. Qual é o futuro deste tipo de comércio.




Imagem de: afugado

Hiper e Super: Cada vez mais é um cenário diário nas periferias da cidade.


As vezes parece que os portugueses vivem todos bem e que não estamos em crise. Filas de carros e pessoas fazem romaria aos supermercados e hipermercados, principalmente nas zonas litorais.


Ao mesmo tempo, as principais ruas do comércio da maioria das cidades definham, cada vez mais desertas. Lojas vazias, montras fechadas, papéis e placas a dizer “vende-se”, “trespassa-se”, passa-se, cede-se e “aluga-se” confirmam a queda do comércio tradicional principalmente nas zonas históricas. Será efeitos da actualidade económica, ou de toda uma profunda crise de valores? Na verdade, o que levou as pessoas a voltarem costas às lojas de sempre?


Sabemos que o comércio tradicional enfrenta brigas de gigantes e que essas superfícies têm tudo concentrado num só lugar e com muito mais conforto para os clientes é o caso da facilidade de estacionamento por exemplo.


O problema também passa pela facilidade de crédito ao consumo é o caso do Jumbo que têm o cartão de crédito e dá descontos a quem o usar nas compras, o Modelo Continente têm cartões de pontos que acumulam descontos e esses pontos valem dinheiro e podem ser usados nas compras dos produtos, no caso do Minipreço, o uso dos cartões dão direitos a todos meses talões com uma grande quantidade de produtos que podem atingir até 50% de descontos.


Temos que ver que as pessoas agarram-se as crises e não fazem nada para ultrapassarem, nestes últimos 2 anos fecharam mais de 20.000 lojas no comércio tradicional.


A culpa também é do comerciante que não investe no negócio e não cria melhores condições para que as pessoas venham mais vezes ao comércio tradicional.


O preço praticado pelos comerciantes também é um factor decisivo, por exemplo eu comprei um corrector no comércio tradicional por 3,95 euros e ao meu lado, cerca de 4 minutos a pé, o Pingo Doce vendia o mesmo produto da mesma marca por 2,68 euros, ou seja 1,27 a mais, o que representa uma grande diferença no orçamento das famílias.


Assim como eu vi este produto posso acrescentar que todo o material de papelaria que estava no supermercado era todo muito mais barato. Basta o cliente se aperceber disso para não mais voltar a papelaria do bairro.


O comerciante tem que ganhar margens menores para ter hipótese de concorrer com as grandes superfícies e cobrar mais caro pelos produtos exclusivos e que a concorrência não tenha, do contrário estará sempre empurrando a classe média e baixa para os híper.


A solução passa pela mudança de atitude dos empresários, estes senhores tem que modernizarem-se, a reverem a forma de gestão das suas empresas.


A autarquia também é culpada, têm minado os centros das cidades com parquímetros, e taxas de estacionamento que afastam ainda mais os potenciais clientes do comércio tradicional.


Algumas zonas históricas ricas em património deveriam ser fechadas ao trânsito para obrigarem as pessoas a percorrerem as cidades a pé e também desenvolverem o comércio de rua, como o artesanato e explanadas, mas para isso era preciso tornar as cidades mais agradáveis, por exemplo recuperar as fachadas das ruas principais e das casas com história.


Existem muitas cidades no país que exploram as belezas das cidades é o caso de Óbidos, onde as pessoas deixam o carro longe e deslocam-se a pé, preservando assim o património e fomentando o turismo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Comércio tradicional "SOBREVIVE".


Cada vez é mais difícil a sobrevivência das empresas, os mercados estão saturados de todo tipo de produtos.
Imagem de. fcdlpe
Os Hipermercados vendem muito com pouco investimento, maiores lucros e menores preços para o consumidor. Desta forma, ainda mais fortalecidos por empresas de crédito e prestações sem juros, os supermercados vão eliminando o comércio tradicional.
Devido a uma concorrência desleal, e sem uma estrutura organizada o comércio de rua vai perdendo terreno, sendo na maioria das vezes sustentado pelos antigos moradores e por aqueles que compram fiado.

Os grandes Centros Comerciais oferecem hoje muitas vantagens ao consumidor e a sua principal arma é sem dúvida o conforto.
Nestes espaços climatizados, encontramos quase tudo inclusive supermercados, o que é uma mais-valia para trazer os clientes para dentro do shoping.

O comércio tradicional dos centros históricos não acompanharam a evolução dos tempos e a maioria das casas sobrevivem devido as baixas rendas que pagam aos senhorios. As consequências causadas pelas baixas rendas são a degradação do centro histórico e a desertificação do mesmo.

Com as rendas baixas e a desertificação, as casas existentes não podem competir com estruturas mais modernas e não conseguem atrair estudantes, factor essencial a vida das cidades.

Em Santarém como nas Caldas da Rainha, a desertificação é notória e empobrece a cidade. A maioria dos comerciantes apresentam todos os anos prejuízos avultados, como eles não têm direito ao subsídio de desemprego, mantêm as portas abertas aguardando a reforma e o milagre de alguém oferecer um trespasse para que possa recuperar algum.

Outros não fecham para não indemnizarem os empregados e ainda outros não fecham por causa dos filhos que se encontram desempregados. Neste tipo de comércio citamos os cafés e restaurantes.

A maioria desses estabelecimentos evitam passar facturas aos conhecidos e fazem alguns negócios s de portas fechadas, por exemplo: Uma jantarada de fim-de-semana para um nº restrito de pessoas, na maioria das vezes para aniversariantes, estudantes ou despedida de um amigo ou funcionário de alguma empresa.

Este tema é importante porquê mina a possibilidade de se criar um comércio de qualidade e requalificar um centro histórico.
Ninguém investe numa cidade abandonada onde não se oferece vantagens para atrair as pessoas.

Se uma cidade como Santarém não têm quase nada para oferecer aos turistas, estes vão continuar a almoçar em Fátima ou Almeirim e fazer as suas compras nesses lugares.

terça-feira, 22 de março de 2011

Festa de São José em Santarém

As festas de São José este ano de 2011, foi muito bem recebida em Santarém.
Desde Janeiro que a cidade se encontrava em estado de desertificação, principalmente o Centro Histórico.
Quanto aos negócios, as reclamaçãos por parte dos comerciantes foi unânime.
Todos se queixaram excepto os carrinhos de choque da feira.
Posso dizer que, já a muito tempo que não se via tantas pessoas nas ruas. No último dia, com a tourada, não havia sítio para estacionar os veículos. Foi óptimo para os comes e bebes, mas parece que a fiscalização andou na feira, intimidando os comerciantes mais desatentos as regras.
No resumo, foi muito bom, comercialmente nem por isso. Pelo menos amenizou o mau carnaval que não teve diversão nem para as crianças.
Sem outras palavras: É a críse.

terça-feira, 1 de março de 2011

Comércio de "fachada"

                                                                               Imagem de: notasedestaques
Hoje fui ao banco cancelar um crédito e em conversa com o caixa, acabamos por falar na desertificação da cidade de Santarém, dos estabelecimentos bancários estarem vazios, das baixas rendas que são responsáveis pela degradação e pelo funcionamento do comércio de má qualidade e outros pontos de interesse daqueles que se interessam pela "velha cidade de Santarém".

Uma das coisas que este conhecido bancário me disse, foi que mais da metade do comércio tradicional não ganha para o sustento e não sabe como é que estes empresários vivem, pois o dinheiro não entra nos seus bolsos e sim saí.

Fiquei a saber, que os comerciantes só estão abertos na sua maioria por causa das baixas rendas pagas aos senhorios e mesmo assim ainda apresentam prejuizos no fecho das contas, também fiquei sabendo que muitos só estão abertos a espera da idade da reforma e outros estão abertos só por causa dos filhos que estão desempregados.

Segundo uma das pessoas, no desenvolvimento da conversa, parece que é vergonhoso ter-se um filho desempregado ou estar desempregado, por isso faz-se um comércio de fachada onde não há lucro, mas assim o filho passa por empregado e têm direito mais tarde ao desemprego.

O resultado disso é: Um comércio de fachada, casas e imóveis degradados devido as baixas rendas, não dinamização do mercado imobiliário nos Centros Históricos, desertificação, Comércio de má qualidade entre outros problemas.

Quem paga por tudo isso somos nós que habitamos o centro histórico e sofremos as consequências de uma terra que não acompanhou a evolução dos tempos, devido as leis retrógadas do mercado do arrendamento urbano.

As ajudas para ajudarem os senhorios a cuidarem das fachadas, são uma piada de muito mal gosto, pois a ajuda não dá para sequer comprar tinta de má qualidade para pintar todo o imóvel.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

E-COMERCE versus Comércio Tradicional

Imagem de. ekom
crítica na aldeia Mais um ano de balanços, estatísticas, contas e meditação sobre aquilo que se pode ganhar, sobre o que se pode evitar e sobre reduções de despesas.

O planeamento ou planeamento é isso, aplicar conhecimentos sobre a experiência existente.
Como acontece todo fim de ano, muitas pesquisas e estudos são realizadas para verificar se as acções planejadas e aplicadas nos negócios durante todo o ano foram eficazes. Lembramos que há muitas empresas que não fazem este tipo de avaliação, perdendo por isso a chance de aumentar os lucros. Ex. O comércio Tradicional.

Esse balanço, feito por toda e qualquer empresa, é responsável por contabilizar os períodos mais rentáveis, o que deve ser mantido e o que deve ser evitado durante o ano seguinte.
Aqui temos a análise SWOT, (pontos fortes e fracos). Para o e-commerce, esse saldo não poderia ter sido mais positivo em 2010, tendo como tema o comércio electrónico brasileiro.

No Brasil embora tenha uma INTERNET, menos rápida e menos acessível ao cidadão em relação a países como Portugal e Espanha, o comércio electrónico está muito mais desenvolvido, assim como o próprio Marketing. O Brasil é penalizado pela “banda larga”, por não ter atingido nem um sétimo da população, segundo o Presidente Lula da Silva, um dos objectivos do seu mandato era o desenvolvimento e alargamento da banda larga por todo Brasil.

Muitos comerciantes apostaram no fecho de suas casas em pró de investimentos na área electrónica, principalmente neste comércio. “O electrónico”.

As vantagens são muitas, por exemplo: Poupança de licenças diversas para um comércio funcionar, não existem, despesas com contadores de água, luz, não há necessidade de empregados, a fuga ao fisco é maior, não está sujeito a fiscalização da mesma forma de quem têm um comércio tradicional e pode trabalhar em qualquer hora, qualquer lugar e inclusive com todo o “MUNDO”, bastando para isso um computador e a ligação a rede de Internet.

As vantagens são muitas e os custos são muito reduzidos, sem falar que muitas dessas páginas ainda ganham de programas de afiliados e vendas de BANNERS na própria página, Adsense entre outros.

Segundo estudos da Câmara Brasileira do Comércio Electrónico, as vendas desse sector em 2010 chegarão em torno de R$15 bilhões de Reais até o final do ano, incluindo as vendas de Natal. Tal número, se comparado a 2009, revela um aumento de 40% na receita do comércio electrónico. Mas as boas notícias não param por aí.

Ainda de acordo com a pesquisa, pela primeira vez na história a receita anual do varejo on-line será maior do que a do varejo tradicional na região metropolitana de São Paulo, que, segundo a Fecomércio-SP, deve fechar em RS11 bi em 2010. Em outra pesquisa realizada pelas empresas de consultoria E-bit e Fecomércio, os dados são ainda mais optimistas. Ela mostra que não é a primeira vez que o e-commerce bate o comércio tradicional, pois os sites facturaram R$ 7,8 bilhões no primeiro semestre de 2010, contra R$ 7,2 bilhões dos shoppings da Grande São Paulo neste mesmo período.

Assim como nos últimos anos, os itens mais vendidos para os 23 milhões de consumidores online foram artigos electrónicos, artigos de informática, electrodomésticos e livros. Estima-se que em 2011 o E-Commerce chegue a marca dos R$36 milhões em vendas, superando os anos anteriores
O comércio mais notório em Portugal, sente-se mais em torno do mercado automóvel, principalmente peças e pneus. As empresas Alemãs e Espanholas conseguem por em Portugal produtos mais rápidos e pela metade do preço praticado no mercado nacional, mesmo com os portes de correio.

Os electrodomésticos, ferramentas, materiais informáticos também entram em Portugal por valores irrisórios comparado aos que são cá praticados.
Quantos aos veículos, também valem a pena visualizar na Internet, marcar com o “Dono do Stand” uma visita e ir busca-lo no estrangeiro, poupa-se alguns milhares de euros mesmo após a legalização. Este constitui um óptimo negócio paralelo e não declarado oficialmente pelos vendedores, uma vez que a viatura é posta logo em nome do comprador.

Aqui em Portugal o comércio electrónico está ainda no início, poucas pessoas utilizam seus recursos, sendo ainda uma minoria que fecharam as suas lojas para trabalharem online. Quando arrancar a sério, coitadinho do nosso comércio tradicional e dos pequenos Centros Comerciais.
Artigo original:
cooperblog

Comércio tradicional em declive

Imagem original de. jornaldoalgarve

O Fim Do Comércio Tradicional
Constitui lugar-comum tratar-se o comércio tradicional como uma espécie em vias de extinção, uma função em desaparecimento que urge defender. Na verdade e nos países competitivos, o comércio tradicional não faz falta nenhuma.

Onde ainda não morreu, morrerá e finalmente subsistirá apenas por excepção, em alguns nichos locais ou simplesmente por tradição. O que não podemos nem devemos é confundir comércio tradicional com comércio de rua.

E essa confusão é também tão comum que terá certamente deixado alguns leitores perplexos com o primeiro parágrafo.
O comércio de rua é essencial para o desenvolvimento local, tanto em zonas rurais, como urbanas. Perde apenas alguma importância em algumas zonas semi urbanas, casuisticamente. Infelizmente em muitos países dos quais Portugal é exemplo, a maioria do comércio de rua faz-se ainda de forma “tradicional”, ignorando que o cliente mudou e procura serviços que satisfaçam a suas necessidades, precisa que o façam sentir seguro e confortável, gosta de ser surpreendido e necessita de informação e rapidez.

O comércio de rua nacional continua a ser a soma das pequenas partes, sem qualquer tipo de lógica de mix comercial, gestão de horários comuns, acessibilidades, informação sobre outras lojas ou animação, quando não de situações mais graves como garantia de estacionamento, protecção básica contra intempéries ou segurança.

Ver continuação neste texto que é de propriedade de: Mercado puro

Comércio tradicional condenado

Imagem de. inlisboa
crítica na aldeia

O comércio tradicional está condenado e esta situação é vivida em todo “Portugal”, sendo os centros históricos os mais afectados,

As principais ruas das velhas cidades cedem sobre o peso dos anos, do abandono e da desertificação dos centros históricos. As novas tecnologia e os melhores acessos a capital, tornaram cidades como Santarém em dormitórios, pelo menos a “PERIFERIA”, pois as casas do centro histórico, encontram-se degradadas e em ruínas.
Hoje, Santarém vive um clima de férias. Já estamos em Fevereiro e a cidade está deserta. Mau acabou o ano de 2010, foram logo despedidos empregados das lojas. Motivo: Extinção de postos de trabalhos.
Fala-se em extinção de cerca de 60.000 postos de trabalho e também cerca de 60.000 estabelecimentos fechados para este ano de 2011.

Falando com alguns comerciantes da cidade de Santarém, percebe-se logo a preocupação e a gravidade da situação. Muitos desses comerciantes apresentam prejuízo todos os anos, alguns deles prejuízos na ordem dos 30.000,00 euros ano.

O facto do comerciante não ter direito ao subsídio desemprego, prejudica gravemente a qualidade do comércio, muitos desses empresários estão ali apenas fazendo tempo de serviço para poderem requerer a aposentadoria.

Quanto aos seus filhos, os pápas, os velhos comerciantes só investem num negócio se houver subsídios. Se não houver não há investimento. Ficando assim os filhotes em casa agarrados ao canudo "UNIVERSITÁRIO", vendo o GOUXA e aJÚLIA na TV. Sai mais barato, ou então criando um posto fíticio de trabalho para fazer os descontos da segurança social e daqui a alguns anos fazer o despedimento para que este possa beneficiar do subsídio do desemprego.

Essas atitudes prejudicam a inovação e investimentos de novos investidores nos centros históricos. Sendo assim nada desenvolve, o património degrada-se porquê o senhorio recebe uma renda de fome e o empresário não investe porquê o imóvel não é dele e este acha que é o proprietário que tem que arcar com as despesas.

Quanto ao centro histórico como hipótese de dormitório está totalmente fora de questão, os antigos inquilinos não habitam e nem entregam as casas aos senhorios. Estes não têm dinheiro e nem pachorra para gastarem balúrdios num processo nos quais eles sabem que ganham, mas que duram anos e sai demasiadamente caro, tendo como vitória final um inimigo para toda a vida e o imóvel sem condições de alugar.

Quanto aos antigos inquilinos, sejam eles lojistas ou moradores, todos estão a espera de uma indemnização para entregarem as chaves ou um trespasse pela porta do cavalo.

Quanto aos poucos vendedores da cidade velha:
Respostas: Não há clientes! Ninguém entra nas lojas nem para perguntar alguma informação.

Passando pela rua dos “CORREIOS” (Ernesto Dr. Teixeira Guedes e Guilherme de Azevedo), nota-se uma grande diferença, pode-se quase atravessar a cidade pelo meio da rua sem se preocupar com os carros, coisa que era impossível a alguns anos atrás.

Os logistas estão nas portas dos seus estabelecimentos a conversarem com outros que partilham da mesma situação. Existem suspeitas, que muitos dos comerciantes já simularam assaltos nas suas lojas para receberem o dinheiro do seguro, assim como senhorios que tentam deitar fogos nas suas casas para activar também o seguro, mas até agora nada disso foi provado.

Nas calçadas, vemos montes de buracos e afundamentos causados pelo estacionamento abusivo de viaturas, forçando muitas das vezes o pedestre a atravessar pelo meio da rua. lembramos aqui que estes buracos são responsáveis pela queda de muitos idosos, sendo estes, muitas das vezes ficarem com ossos partidos e graves fracturas.

A rua direita (Serpa Pinto) que antes era uma das ruas mais cobiçadas de Santarém, têm hoje diversas lojas fechadas que estão a disposição do arrendamento sem trespasse e com rendas muito inferiores ao que dantes era pedido.

Na rua Capelo Ivens, encontramos algumas lojas fechadas. Algumas delas chegaram a estar arrendadas por 2.500,00 euros mês. Outras sobrevivem por teimosia, são lojas que não declaram os seus verdadeiros lucros, geralmente prestadores de serviços. Muitas dessas lojas pagam de renda valores entre 20,00 á 50,00 euros

Não a muitos anos, o trespasse nas principais ruas da cidade andavam em torno dos 100.000,00 euros, valor este que não era declarado as finanças e as rendas de algumas lojas andavam em torno de 4.000,00, principalmente as arrendadas aos chineses.

Outros trespassavam por muito dinheiro com a condição do novo arrendatário pagar rendas baixas, usufruindo assim dos antigos contractos. O senhorio na maioria dos casos é obrigado a ceder, pois o acordo por meia dúzia de tostões é a única forma de ir buscar mais alguns trocos, enquanto o antigo inquilino abocanha alguns milhares de euros sem declarar.

Resultados: O prédio fica na mesma, degradado e a cair.


O comércio tradicional está condenado, infelizmente para os poucos moradores do centro histórico. O peso da crise, do desemprego, do atraso e das muitas exigências das autoridades responsáveis pelo funcionamento do mesmo.

Os economistas não vêem melhoras, pelo menos nos próximos anos. O agravamento nos salários e o desemprego crescente são realmente o ponto mais crítico da situação.
A outra vertente é o aumento da criminalidade, factor notório nos centros históricos por todo o país. Nas casas abandonadas e fechadas do centro histórico, são constantes os arrombamentos pelos sem abrigos que procuram um lugar para se refugiarem e outros para se drogarem, aumentando assim o risco de incêndios.

Para salvar estas velhas cidades que têm história e significado.
Temos que mudar de estratégia e trabalhar muito mais se quisermos salvar os centros históricos. Não é com horário das 10.00 horas as 19:00 que vamos mudar mentalidades e não é fechando o comércio aos Sábados as 13.00 horas e Domingo o dia todo que vamos atrair clientela. Devemos seguir o exemplo de Óbidos e para isso também precisamos da ajuda das autarquias.

Por exemplo:
Manter as bibliotecas abertas e os lugares de cultura também, oferecendo aos jovens oportunidades de usarem a Internet Sábados e Domingos, criarem espaços e vendas de artesanato e produtos biológicos junto as ruas e locais centrais, para isso fechando parte do centro histórico, se isso fosse feito ajudaria também a preservação dos edifícios da cidade. Já seria um bom começo.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Centros Históricos, decadentes.

Centros Históricos, decadentes.
Santarém após um ano de dificuldades e de crise, recomeça o mês de Janeiro com muitas dificuldades.
Este maravilhoso centro histórico, começa cada vez mais a mostrar as fraquezas das suas estruturas comerciais. O abandono e a desertificação em pró das novas construções na periferia, veio agravar cada vez mais a vida na cidade velha e histórica.
As zonas industriais levaram o comércio para fora da cidade, comércio que outrora obrigava os senhores do dinheiro a entrarem na cidade e a movimentarem todo o comércio local.
O comércio de quartos, que na maioria das vezes não era declarado, também está acabando por falta de condições de habitabilidade, pois o património antigo encontra-se emparedado e degradado devido as baixas rendas e do congelamento das mesmas.
A maior parte das lojas do centro histórico, apresentam prejuízos todos os anos, mas mantém as portas abertas devido as baixas rendas. Um dos factores que obrigam os comerciantes a continuarem é a idade, pois eles não têm direito ao desemprego, resta-lhes esperarem pela idade da aposentadoria.
Há quem fale de comércio de “fachada” para encobrir a verdadeira origem dos rendimentos, mas isso é outra história.
Com a abertura das novas superfícies, com melhores acessos rodoviários e melhores condições que vão ao encontro das necessidades e desejos do consumidor, Santarém assim como muitas das cidades históricas deste país, fica muito aquém das expectativas e da oferta de serviços de qualidade.
Neste mês de Janeiro, a impressão que temos é que é o mês das férias. As lojas e as ruas da nossa bonita cidade estão completamente vazias, sem falar que o nosso famoso comércio tradicional agora abre as 10:00 horas e fecha exactamente as 19:00 horas,
A criminalidade aumentou significativamente devido a desertificação dos centros históricos e as pessoas já começam a terem medo de andarem a noite em ruas como a “SERPA PINTO” (rua direita) ou mesmo pelas travessas a noite que se encontram sem iluminação, como é o caso da TRAVESSA DAS CONDINHAS, onde se situa a ACADÊMICA DE SANTARÈM.
As belíssimas calçadas portuguesas encontram-se também em ruínas devido ao abuso excessivo de carros estacionados em lugares proibidos como o caso da Rua dos Correios, ERNESTO DR; TEIXEIRA GUEDES E GUILHERME DE AZEVEDO.
Quanto aos estacionamentos da cidade, o uso continua abusivo, as pessoas não estão pagando os “PARKÍMETROS”, atrás da Igreja de São Nicolau e no Largo dos Rapazes, prejudicando aqueles que pagam e o comércio local de restaurantes, obrigando assim o potencial cliente a se deslocar para outra freguesia.
E assim vamos vivendo numa cidade de fantasia e não numa realidade. Brincamos aos empresários e ao faz de conta quando na realidade as coisas vão muito mal.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Natal cada vez mais magro em Santarém

Imagem original: jardimdeurtigas


O Natal está aí novamente, mas a crise também e cada vez é maior. Podemos observar que as ruas do centro histórico de Santarém, cada vez estão mais desertas. As pessoas procuram a temperatura controlada do shopping, aproveitando para fazer as compras do dia-a-dia e para dar um passeio por dentro do mesmo, já agora aproveita-se o quentinho e toma-se já um café, afinal está frio lá fora.

O mesmo não se passa com a maioria dos velhotes, enquanto uns vão sentar-se a explanada do shopping, outros vão a procura do bom e velho amigo “vinho tinto” que só é encontrado nas boas e velhas tascas no centro histórico, a verdade é que não á frio que resista a este produto calórico.

Uma vez gasto o dinheiro, vai-se descansar para o shopping, ver televisão, ler jornais, toma-se então um cafezinho e aguarda-se confortavelmente até a hora do almoço, que a esta hora a patroa ou a Santa Casa da Misericórdia, já deixou na mesa. Depois lá pelas 15:00, já está na hora de voltar ao shopping, desta vez, para o café e conversar com os velhos amigos e quem sabe se o segurança não ver, bate-se uma bela sorna, com um pouco de sorte ainda vê-se uma boa partida de “futebol” antes do jantar em casa é claro!

Já agora, por curiosidade: O nosso Shopping tem perdido qualidades, por exemplo:
No primeiro ano, pelo Natal, o prémio para incentivar o consumo nas suas lojas foi um Porsche Cayenne
No segundo ano, foi 5000,00 euros em compra.
Este ano de 2010, o prémio é uma viagem para duas pessoas.
Ou as coisas estão más para o nosso shopping ou estão ficando igual ao Tio Patinhas, pão duro e sovina.

domingo, 28 de novembro de 2010

Observe o serviço

Existem serviços que deixam muito a desejar, vivemos uma época muito conturbada, a crise está muito presente em nossas vidas e o comércio tradicional vive momentos difíceis. São poucos os comerciantes que não baixaram os braços, mas acabam por desanimarem e por se encontrarem sós nesta luta.

As grandes superfícies, não têm coração nem sentimentos, não sabem o seu nome e não interessa saber, só em caso de passar um cheque ou abrir um crédito em seu nome é que as informações sobre a vida do cliente começam a interessar, mas mesmo assim a aproximação continua a ser um gelo.

O simpático ou não empregado atende as nossas necessidades, muitas das vezes sem qualquer motivação, para a formação que ele tem, o cliente é apenas o cliente e quanto ao crédito, será assumido pelo sector de crédito, ilibando o vendedor de qualquer dificuldade quanto o pagamento do mesmo.

As grandes superfícies roubam a interacção social que outrora existia no comércio tradicional, oferece conforto, estacionamento, diversão, diversos serviços e corredores de lojas e pronto a comer com clima controlado e com uma aparência limpa.

Tudo está pensado, o principal público é o jovem. A moda. A música e o brilho das marcas e luzes levam-nos a consumir cada vez mais nessas grandes superfícies que acaba passando uma falsa imagem de sucesso.

Quanto ao comércio tradicional, não consegue reagir e as suas ideias estão ultrapassadas assim como os autarcas eleitos que deixaram crescer os arredores das cidades sem nada fazerem para a preservação do mesmo comércio e que a maior parte deles estão perto de monumentos históricos e culturais que não beneficiam e nem cativam o turismo.

Os serviços no antigo comércio, estão caros e na maioria das vezes não oferecem qualidade é o caso dos restaurantes locais. Paga-se muito e come-se pouco e ainda por cima o cliente é atendido muitas das vezes por um empregado sisudo e com maus modos. As contas são outra questão: O cliente muitas das vezes paga o que não comeu.

Aqui na localidade (SANTARÉM) em certos locais, pagamos, pão, azeitonas, manteigas, queijos e até cafés a mais sem serem consumidos, principalmente quando os clientes são famílias ou grupos.

Outra situação são os preços da tabela ou seja o menu externo. Aqui o cliente entra no restaurante seduzido pelo preço externo. Exemplo: Carapaus, dose 6,50 euros e dentro do restaurante está a 7,00 ou 7,50 euros.
Observação: Em alguns casos os trocos em moedas também são inferiores a despesa correspondente.

A maior parte das pessoas não se queixam, limitam-se a falar com os amigos e colegas do sucedido e já não voltam naquele estabelecimento.
No caso das carnes grelhadas, muitas vezes os proprietários dos restaurantes aproveitam-se para passar a carne velha e com alguma deterioração junto com as outras, usando o típico prato: (Fritada mista).

A feijoada, na maioria das vezes, são feitas de enlatados do Continente e Feira Nova e as famosas sopas, entram o famoso caldo de carne ou peixe em cubos, sem falar que aparece também quem sirva sopa de pacote.

É por isto (falta de simpatia e de formação) e por causa de determinados patrões, que empurram comidas e bolos em más condições, que o comércio tradicional está ficando desacreditado.
É preciso pessoas que saibam lidar com pessoas e tratar de pessoas de uma forma simpática e honesta para que esta possa se sentir fidelizada e se sinta bem para voltar, só assim poderemos restabelecer uma ligação de qualidade e humana com o cliente.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Santarém "CARICATO"

Existem coisas engraçadas, por exemplo:

O nosso Jardim da Liberdade tem as vistas favorecidas voltadas para a PSP e para o Tribunal, esta então têm uma recta directinha a ele.

Encontro quase todos os dias pessoas que falam mal do Jardim da Liberdade, mas também digo que essas mesmas pessoas são assíduos frequentadores do mesmo.

Conheço pessoas que evitam frequentar aquele espaço porquê não foi o partido delas que fez as obras.

Tudo isso, não passa de uma grande estupidez: Ganhou à cidade, ganhou as pessoas, ganharam as crianças e ganhou Santarém.

Não adianta as pessoas criticarem se as obras estão mal feitas, se as calçadas portuguesas não têm desenhos alusivos ao Ribatejo, se o presidente é “alentejano” e não valoriza a nossa cultura, se haverá menos espaços gratuitos para estacionarem, se a C. M. de Santarém está endividada. Está feito: Isto é o que importa? O resto acontecerá no seu tempo.

Mas á grande verdade é que, foi preciso vir alguém de fora para revolucionar Santarém.

Santarém está no mapa novamente, existem mais frequentadores dos espaços públicos, existem mais crianças à beneficiarem e aproveitarem os jardins existentes em Santarém.

O CENTRO HISTÓRICO

Há muito que se fala em fechar o Centro Histórico de Santarém, diminuir o trânsito local, mas ninguém fez isso. O que é mal para a conservação do património. Á degradação dos prédios e as fissuras nas casas velhas são uma constante. A trepidação que os carros provocam, torna feia a nossa Cidade. Paredes sujas e rachas nas paredes são uma constante.

ÓBIDOS UM EXEMPLO A SEGUIR

Óbidos é um bom exemplo do que deve ser feito. Naquela cidade velha, não entram carros, só os da manutenção. A ASAE, não interfere naqueles espaços.

As casas são as que já existiam, as suas estruturas e o modelo típico são o que existiam naquela época. Se mexerem e exigirem alteração daqueles espaços para que se possa habitar ou praticar o comércio, então o povo português estaria perdendo a sua história e a sua identidade.

Os estrangeiros respeitam muito esta forma cultural de ver e manter o que já havia antes, pois eles sabem que o turismo local funciona e têm interesse devido a originalidade e as características locais do povo e do património de cada região.


Para se ter turismo é preciso eliminar tudo o que o mata. No caso de Santarém centro, são os carros que devem ser eliminados na cidade. E as casas devem criar condições para que se possas habitar e praticar o comércio, sem roubar a sua originalidade.

Vejam o centro de Santarém: Não se pode caminhar tranquilamente na rua dos correios (Dr. Teixeira Guedes e Guilherme de Azevedo), pois o abuso dos automobilistas é desmedido e obriga as pessoas e as crianças andarem no meio da rua, sem falar nos passeios que estão cheios de buracos e pedras soltas, nas passadeiras encontramos outros abusos, carros estacionados em cima delas, impedindo à passagem de peões.

Na zona dos correios, aparecem pessoas que estacionam seus carros e se dão ao luxo de tirarem uma senha e aguardam a vez. Mais acima, debaixo dos sinais de proibição, encontram-se carros parados encostados quase as portas das lojas e que obrigam as pessoas contornarem o veículo pela rua.

Muitas dessas pessoas, moram aqui no planalto e deslocam-se nos seus carros para tomarem café e fazerem as compras.

Quanto as casas de Santarém e de muitos centros históricos, são demasiadas caras para se reabilitar. Os impostos e as exigências são exageradas, tanto para o senhorio como para o futuro inquilino.

As licenças, os projectos, as obras, os impostos, as rendas, as vistorias, projecto contra incêndios, associações e formação paga obrigatória, certificação energética e mais alterações do espaço consoante o comércio. Por ex: afundamento do solo para ganhar altura, conforme o comércio praticado, entre outros. Isso faz com que o senhorio ou o investidor tenha que dar um "boi" para comer uma perna e mesmo assim esta perna não é garantida.

Tudo isso faz com que o investidor leve o seu investimento para outro lado, o que é uma pena: O comércio das travessas continuam à morrer, à desertificação continua a aumentar, pois as casas já se encontram demasiadas degradadas para se recuperarem. Tudo isso é consequência da política do arrendamento urbano, as rendas permaneceram e permanecem demasiadamente baixas para que se possa recuperar o património existente.

As consequências são: Desertificação, falta de investimento, abandono do património, derrocadas, aumento do crime e perigo para o cidadão.