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segunda-feira, 19 de julho de 2010

O barato sai caro

Imagem original: consciencias-tranquilas
Crítica na aldeia

Se têm uma coisa que deixa as pessoas mal dispostas é sem dúvida as mais-valias.

Infelizmente é das queixas que mais ouço e agora em tempo de crise, ainda é pior.

Estava á ouvir um cidadão queixoso que vendeu o seu andar em 1996 por 65.000.00 Euros. O andar foi vendido por uma imobiliária que levou de comissão a módica quantia de 5.000.00 Euros. Devido ao baixo preço pedido pelo proprietário que já se encontrava com a corda no pescoço e cheio de contas para pagar. Foi fácil à imobiliária efectuar a venda, pois estava abaixo do valor de mercado.

Esse apartamento foi vendido numa semana, sem qualquer custo para a imobiliária.

Mas, para efectuar à venda, o comprador beneficiou de 200.00 para a reparação da pintura, pago pela parte do vendedor ex-proprietário.

Dos 58.800.00 restantes, 45.000.00 Euros foram pagos à CGD, para pagar o empréstimo; Sobrando assim 13.800.00 que foram investidos na totalidade e que ainda se teve de arranjar mais 30.000.00 de empréstimos no BCP para fazer obras numa casa centenária em Santarém.

O montante investido na casa. Nem todas as facturas puderam ser declaradas no IRS, somente 1.500.00 Euros é que este cidadão conseguiu declarar. Mais de 20.000.00 Euros em obras não foram facturados, portanto não se apresentou esta despesa.

Electricista e pedreiro, não passaram qualquer factura. Resultado final disso: Esta semana chegaram as mais-valias, passados 3 anos e meio, chega à casa do dito cidadão uma quantia de 1.000.00 para pagar as Finanças.

Para se ter uma ideia, só a conta do serviço feito pelo o electricista foram de 1.000.00 Euros e este senhor está reformado. Isso é que é qualidade de vida.

Um dos orçamentos pedidos para fazer à parte eléctrica dessa casa velha, por uma empresa licenciada e que passava as devidas facturas, ficava em 1.300.00 Euros. Podemos ver que a conta até não era muito cara em relação ao electricista aposentado e que se fosse facturado devidamente, esta obra daria um bom reembolso de IRS e não pagaria agora as mais-valias.

É caso para dizer: “O BARATO SAI CARO”: Quando venderem seus bens, pensem bem onde vão investir o vosso dinheiro, pois se não o fizerem o governo irá buscar no futuro próximo o que é dele.

Resultado: Este cidadão se encontra desempregado e com alguns empréstimos para pagar e agora têm mais 1.000.00 nas costas de uma mais-valia que mais parece um pesadelo.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Falta de civismo em Santarém

Revendo a Cidadania e Civismo.
O termo cidadania, de origem latina (status civitatis), define desde finais do século XVIII o vínculo que liga os indivíduos a um Estado, e se corporiza num dado estatuto jurídico-político, que lhes confere um conjunto de direitos e deveres.
Entre os deveres de qualquer cidadão, aquele que possui uma dada cidadania, está o dever de participar na vida da sua comunidade contribuindo por todas as formas ao seu alcance para a manter e melhorar. Este dever é simultaneamente um direito, o do participar nas tomada das decisões que afectem a comunidade no seu conjunto.

O termo civismo, refere-se mais especificamente às atitudes e comportamentos que no dia-a-dia manifestam os diferentes cidadãos  na defesa de certos valores e práticas assumidas como fundamentais para uma vida colectiva de modo a preservar a sua harmonia e melhorar o bem estar de todos o seus membros.
Cidadania e civismo fazem assim parte de um mesmo mesmos processo, inerente à vida em sociedade, ambos os conceitos são verdadeiros suportes da vida social. Uma sociedade onde cujos seus membros sejam indiferentes às questões da vida em comum não existe como tal. 
Entre muitos abusos, podemos observar como exemplo o Jumbo de Santarém, por cada bloco de lugares em frente as lojas do Retail Park existe um lugar devidamente assinalado com um símbolo dedicado aos deficientes motores. Esses lugares infelizmente se encontram ocupados por pessoas preguiçosas e sem civismo, pessoas estas que só não levam os seus carros para dentro das lojas porquê não cabem nas entradas.
A rua dos correios, (Ernesto Dr. Teixeira Guedes) é um outro mau exemplo da falta de civismo em Santarém. As pessoas aqui abusam da falta de civismo, além de desrespeitar o transeunte, desrespeitam as autoridades e a sinalética.