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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Proibido peidar em " Malawi "

Existem coisas que nos ultrapassam: Cresci no meio do xulé e dos peidos e infelizmente ou felizmente, já me acostumei a eles. Enquanto escrevia este "post" numa sala de leitura de Santarém, o meu vizinho do lado deixava escapar um gás "propano" e silencioso. Aquele cheirinho quente e destrutivo elevou-se suavemente no ar, presenteando os sossegados leitores e frequentadores daquele espaço que rápidamente e silenciosamente se entreolharam a espera de quem se acusasse.
Imagem original: pavablog


Podemos dizer que embora a nossa legislação prevê este tipo de crime, assim como urinar em locais públicos, as autoridades não se preocupam em se fazer cumprir.

O peido ou bufa, também é cultural. Tenho amigos médicos que dizem que não é bom retê-lo e que devemos liberta-lo da mesma forma que tentamos ser livres da opressão.

Há quem diga que o peido é o grito abafado da liberdade e têm que vir cá para fora.

De vez em quando sou convidado para almoços em que o meu vizinho do lado dá um valente arroto pelo rabo, eu estou falando de indivíduos doutorados e não o zé-povinho.

Os Turcos, arrotam e peidam na mesa durante as refeições entre eles, dizem que está associado a satisfação e se não o fizesse podia ser mau interpretado, assim como eles, existem outros povos.

Pelo que vejo e pelo que ouço, tenho minhas dúvidas se será falta de educação ou um problema cultural.

Imagem original: carmonga
O ministro da Justiça e Assuntos Constitucionais, George Chaponda, deu um claro sinal de que leva a questão muito a sério ao afirmar, citado pela agência sul-africana SAPA, que "o governo tem a obrigação de garantir a decência pública e de introduzir ordem no país".

Chaponda considerou que o mau hábito de libertar gases intestinais em público é uma consequência directa da democracia, sendo, em sua opinião, necessário que as pessoas aprendam a "controlar a natureza".

"Este hábito não existia nos tempos da ditadura porque os cidadãos temiam as consequências, mas desde que o país abraçou a democracia multipartidária há 16 anos as pessoas começaram a sentir que podem libertar gases em qualquer lado", referiu o ministro da Justiça, que propôs a criminalização.

O Partido Democrático Progressista, ao qual pertence o ministro, parece levar o assunto tão a sério como o próprio Chaponda e está disposto a usar a sua maioria parlamentar para aprovar uma nova lei que torne ilegal a flatulência.

Uma lei dos tempos da ditadura já ilegaliza aquele acto mas as autoridades não a fazem cumprir.

A legislação, ainda em vigor, estabelece que "qualquer pessoa que vicie a atmosfera em qualquer lugar e com isso torne nocivo o ar para as pessoas em geral que transitam ou trabalhem na vizinhança ou na via pública será considerada culpada de delito de menor gravidade".

Notícia completa em: acontecimentos-insolitos

quinta-feira, 22 de abril de 2010

25 de Abril

Imagem original de: CINDA PEREIRA



Sabemos que antes do 25 de Abril, os Portugueses viviam num regime de ditadura, esse regime dominou e manipulou toda forma existente de cultura, sobretudo os verdadeiros sentimentos das pessoas que não podiam se expressarem livremente.
Ainda existe muita coisa que não mudou, por exemplo.


Certas situações na justiça, por exemplo prendia pessoas sem provas.

Havia um ditador na política que fazia e acontecia e não dava ouvidos a ninguém.

Na comunicação social, jornais caluniavam as pessoas e inventavam notícias e não acontecia nada e agora?

Na polícia, prendia-se as pessoas, os polícias eram mal formados e hoje em dia?

Ainda bem que muita coisa mudou, se não o que seria de nós?