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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

I Feira Internacional de Artesanato de Santarém (Venda de Natal)


I Feira Internacional de Artesanato de Santarém (Venda de Natal)
Na programação cultural de Santarém durante o mês de Dezembro é a Feira Internacional de Artesanato de Santarém Venda de Natal que deu o inicio de saída, hoje dia 3 de Dezembro as 10:00 horas, no Jardim da Liberdade, numa organização da Goldenside e da empresa municipal CULTUR. Esta feira cultural, prolonga-se até ao dia 22 de Dezembro e tem como lema “Faça compras no Centro Histórico!”. Este espaço tem entrada livre e comporta uma área de exposição na ordem de mais ou menos 60 stands, mediante a quantidade de expositores.
Esta feira conta também, entre outros com artesãos como. Maria das Neves, cestos e artesanato em junco, Manuel Ferreira artesanato em bunho e bancos de madeira e corda e Artur Branco, com artesanato e escultura em pedra.
Além do artesanato de vários países, a doçaria, a animação e os produtos regionais também marcam presença nesta I Feira Internacional de Artesanato de Santarém que está aberta de segunda-feira a domingo, das 10 às 22 horas
No dia 4 de Dezembro, às 21h30 é o espectáculo de Jorge Palma. O músico vai estar no Teatro Sá da Bandeira, para um grande concerto no formato acústico, com Gabriel Gomes no acordeão e Vicente Palma na guitarra.

Como alguém um dia disse, “em Jorge Palma sobressai a capacidade de redescobrir a música, de criar uma forma atraente, de exibir sentimentos, explorar emoções, e cativar sempre mais gente, a acompanhar a sua solidão junto ao piano, num misto de querer estar só, mas com todos os outros”.

O preço dos bilhetes para Jorge Palma é de 10 euros, esta informação e muito mais pode ser vista no site da Câmara Municipal de Santarém.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Natal cada vez mais magro em Santarém

Imagem original: jardimdeurtigas


O Natal está aí novamente, mas a crise também e cada vez é maior. Podemos observar que as ruas do centro histórico de Santarém, cada vez estão mais desertas. As pessoas procuram a temperatura controlada do shopping, aproveitando para fazer as compras do dia-a-dia e para dar um passeio por dentro do mesmo, já agora aproveita-se o quentinho e toma-se já um café, afinal está frio lá fora.

O mesmo não se passa com a maioria dos velhotes, enquanto uns vão sentar-se a explanada do shopping, outros vão a procura do bom e velho amigo “vinho tinto” que só é encontrado nas boas e velhas tascas no centro histórico, a verdade é que não á frio que resista a este produto calórico.

Uma vez gasto o dinheiro, vai-se descansar para o shopping, ver televisão, ler jornais, toma-se então um cafezinho e aguarda-se confortavelmente até a hora do almoço, que a esta hora a patroa ou a Santa Casa da Misericórdia, já deixou na mesa. Depois lá pelas 15:00, já está na hora de voltar ao shopping, desta vez, para o café e conversar com os velhos amigos e quem sabe se o segurança não ver, bate-se uma bela sorna, com um pouco de sorte ainda vê-se uma boa partida de “futebol” antes do jantar em casa é claro!

Já agora, por curiosidade: O nosso Shopping tem perdido qualidades, por exemplo:
No primeiro ano, pelo Natal, o prémio para incentivar o consumo nas suas lojas foi um Porsche Cayenne
No segundo ano, foi 5000,00 euros em compra.
Este ano de 2010, o prémio é uma viagem para duas pessoas.
Ou as coisas estão más para o nosso shopping ou estão ficando igual ao Tio Patinhas, pão duro e sovina.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Natal nos centros históricos.

Imagem original: cm-sintra
crítica na aldeia


Natal está chegando.

Esta altura é a época em que os comerciantes tentam "salvar" o ano de vendas, pois têm nos Centros Comerciais entre outros, grandes concorrentes.

Estas grandes superfícies oferecem todo tipo de conforto e apesar das altas rendas, muito das vezes conseguem vender mais barato que o comércio tradicional. Nestes espaços encontramos, estacionamento, temperatura controlada, conforto, elevadores, concentração de lojas, vários tipos de serviços, multibanco, diversão como cinema e parquinho para crianças e etc.

Encontramos também uma gama de restaurantes, na sua maioria fastfood á preços competitivos ou mais barato que no comércio externo.

Competir com as grandes superfícies é de extrema dificuldade, pois o comércio tradicional encontra-se degradado, desmotivado e sem espírito de sacrifício para contrariar as tendências das novas superfícies. Infelizmente, para estes comerciantes, este mês do Natal, é um mês muito complicado, escoar as mercadorias, cada vez é mais difícil.

As promoções, ofertas, saldos e descontos, acontecem todo o ano e as grandes superfícies são as primeiras a faze-lo, muitas das vezes o preço de um produto normal sem saldo, numa grande superfície é inferior ao preço em saldo no comércio externo.

Com o agravamento da crise, num ano de crise, já para não falar nos problemas de trânsito na cidade, mais a perda constante dos ordenados dos trabalhadores, principalmente da função pública, vem acentuar a desertificação dos centros históricos. Tal situação obriga as pessoas a procurarem quem vende mais barato e os produtos estrangeiros nos dão uma grande “coça” no que diz respeito aos baixos preços.

Durante o dia, vê-se pouco movimento sendo muitas vezes o nº de carros superiores aos pedestres.

O problema é que deixaram os centros históricos morrerem, cresceu a periferia e desertificou as cidades velhas, os senhorios por sua vez também foram penalizados com a política das rendas baixas.

O facto de haver tantas rendas baixas em travessas e ruas principais, condenam o centro histórico, pois não é viável fazer obras em prédios velhos, enquanto uma casa moderna pronta à habitar fica muito mais barata e com mais facilidade e menos burocracia na aprovação dos créditos.

Rendas demasiadas velhas prejudicam os centros históricos, para recuperar as casas só um decreto do governo para a aprovação de empréstimos bancários com juros baixos do contrário os senhorios não quer, pois não estão dispostos a se endividarem para toda a vida.

A ASAE só devia opinar nos centros históricos no que diz respeito o não passar facturas e a higiene alimentar o resto devia ser da responsabilidade das Câmaras e deviam seguir o exemplo de ÓBIDOS que têm muito para ensinar.