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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Natal nos centros históricos.

Imagem original: cm-sintra
crítica na aldeia


Natal está chegando.

Esta altura é a época em que os comerciantes tentam "salvar" o ano de vendas, pois têm nos Centros Comerciais entre outros, grandes concorrentes.

Estas grandes superfícies oferecem todo tipo de conforto e apesar das altas rendas, muito das vezes conseguem vender mais barato que o comércio tradicional. Nestes espaços encontramos, estacionamento, temperatura controlada, conforto, elevadores, concentração de lojas, vários tipos de serviços, multibanco, diversão como cinema e parquinho para crianças e etc.

Encontramos também uma gama de restaurantes, na sua maioria fastfood á preços competitivos ou mais barato que no comércio externo.

Competir com as grandes superfícies é de extrema dificuldade, pois o comércio tradicional encontra-se degradado, desmotivado e sem espírito de sacrifício para contrariar as tendências das novas superfícies. Infelizmente, para estes comerciantes, este mês do Natal, é um mês muito complicado, escoar as mercadorias, cada vez é mais difícil.

As promoções, ofertas, saldos e descontos, acontecem todo o ano e as grandes superfícies são as primeiras a faze-lo, muitas das vezes o preço de um produto normal sem saldo, numa grande superfície é inferior ao preço em saldo no comércio externo.

Com o agravamento da crise, num ano de crise, já para não falar nos problemas de trânsito na cidade, mais a perda constante dos ordenados dos trabalhadores, principalmente da função pública, vem acentuar a desertificação dos centros históricos. Tal situação obriga as pessoas a procurarem quem vende mais barato e os produtos estrangeiros nos dão uma grande “coça” no que diz respeito aos baixos preços.

Durante o dia, vê-se pouco movimento sendo muitas vezes o nº de carros superiores aos pedestres.

O problema é que deixaram os centros históricos morrerem, cresceu a periferia e desertificou as cidades velhas, os senhorios por sua vez também foram penalizados com a política das rendas baixas.

O facto de haver tantas rendas baixas em travessas e ruas principais, condenam o centro histórico, pois não é viável fazer obras em prédios velhos, enquanto uma casa moderna pronta à habitar fica muito mais barata e com mais facilidade e menos burocracia na aprovação dos créditos.

Rendas demasiadas velhas prejudicam os centros históricos, para recuperar as casas só um decreto do governo para a aprovação de empréstimos bancários com juros baixos do contrário os senhorios não quer, pois não estão dispostos a se endividarem para toda a vida.

A ASAE só devia opinar nos centros históricos no que diz respeito o não passar facturas e a higiene alimentar o resto devia ser da responsabilidade das Câmaras e deviam seguir o exemplo de ÓBIDOS que têm muito para ensinar.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Um estacionamento do caraças.

Imagem original: soprosdimproviso

No jornal o MIRANTE de Outubro 2010, podemos ler:

Os residentes na área abrangida que tenham mais de 65 anos não pagam. Os restantes podem comprar um dos 500 dísticos que possibilitam o estacionamento em troca de 25 euros anuais.

É claro que esta situação foi aceite mas não de boa fé e sem críticas a começar pela oposição.

A notícia completa e original pode ser lida no "O MIRANTE".


Empresa rectifica abusos
Outra das questões que tem gerado polémica é a de a empresa concessionária ter ocupado abusivamente o espaço público para marcar lugares de estacionamento, nalguns casos suprimindo ou cortando passeios. Nos últimos dias a empresa procedeu à rectificação de algumas situações, como no caso da Avenida António dos Santos.

Até à data, o estacionamento pago estava limitado a zonas restritas do centro histórico, nomeadamente a Praça do Município, o Largo Padre Chiquito, o Largo da Piedade e o Largo de Marvila. Agora, a área que vai ter estacionamento pago abrange uma vasta área do planalto citadino que tem como limites as Portas do Sol, o Convento de Santa Clara, largo dos Capuchos, o antigo matadouro, Largo de Mem Ramires, Rua Zeferino Brandão e topo da avenida do Brasil. Ao todo são quase 1700 lugares. O Largo do Choupal, o Campo Infante da Câmara e as zonas de São Bento e do Sacapeito escapam aos parquímetros.

A parceria publico-privada entre a Câmara de Santarém e a empresa Alexandre Barbosa Borges (ABB) S.A. envolveu um negócio na ordem dos nove milhões de euros.
A empresa minhota assumiu a construção do parque subterrâneo e a requalificação urbana do Jardim da Liberdade, ficando com o monopólio do estacionamento tarifado no espaço público em Santarém, pagando à autarquia uma renda anual de 241 mil euros - 94 mil pelo parque subterrâneo (que começou a ser pago no dia 1 de Outubro) e 147 mil pelo estacionamento à superfície.

Ps. A única coisa que me deixa chateado é a falta de fiscalização constante nos estacionamentos, como "pagante" devo dizer que me sinto roubado, uma vez que vejo muitas pessoas ocuparem os espaços sem gastar sequer uma única moedinha.

Não sou delator mas a verdade seja dita: Se eu pago os outros também devem fazer o seu dever cívico e contribuir dento das regras estipuladas ou então deixe o carro fora do centro histórico.

Infelizmente essa situação passa quase todos os dias com os moradores do Planalto (histórico), nós pagamos para que outros usufruam do espaço gratuitamente.

Posso dizer que existem alguns descontentamentos por causa do uso abusivo dos espaços e muitos dos críticos são os próprios restaurantes locais que se queixam por causa da clientela que não pode lá estacionar. Uma vez pago, o cliente na maioria das vezes não se importa de deixar no Parquímetro a quantia de 0,80 cêntimos para almoçar, só que no local está um veículo de alguém que não pagou o serviço.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Património português continuará à cair

Tabela de:.inverbis./coeficienterenda


Infelizmente o não aumento do coeficiente que permite aumentar as rendas em 2010 e a atribuição de um aumento de 0,30 cêntimos por cada 100,00 euros de renda, condena os Centros Históricos a tornarem-se verdadeiras ruínas.
A carga fiscal em cima dos senhorios com rendas baixas é demasiadamente elevada. Existem senhorios que paga para os inquilinos viverem em suas casas, os impostos e as contribuições sobre imóveis são superiores aos ganhos anuais. Isto faz com que muitos senhorios deixem de pagar seguros. Em caso de incêndio nas cidades velhas, jamais o património poderá ser recuperado com a traça original e depois devido os problemas de estacionamento e o fraco comércio tradicional mais a desertificação natural, faz com que não haja investidores. Como se não bastasse estes problemas, a abertura de negócios nas cidades históricas exigem um investimento muito grande, não só em projectos e licenças como também pelas pequenas divisões existentes nas casas antigas, salvo "ÓBIDOS" que é um excelente exemplo de conservação de uma cidade histórica, onde o comércio trabalha num património não modificado, estas casas funcionam com as mesmas dimensões de à 100 anos.
ÓBIDOS sem dúvida deveria ser um exemplo para todo Portugal, pois o que é típico é que é histórico e de interesse para o turismo nacional. Podemos também aprender com os espanhóis pois eles são um bom exemplo de gestão turística e os portugueses pagam e deixam lá muito dinheirinho para ver coisas recuperadas que temos cá.

Quanto as rendas baixas, existem muitos senhorios com rendas inferiores à 20,00 euros e alguns com menos de 2,00 euros de renda. Ora! Temos que ver que a mão de obra facturada por um profissional da construção civil é cerca de 25,00 euros hora, fora o material. Isto faz com que o investimento dos senhorios no Centro Histórico, seja muito mal negócio, sem falar que a maioria não têm dinheiro nem para recuperar à casa onde vivem, quanto mais fazer obras a favor de inquilinos que têm mais poder de compra que eles.

Outro factor que desmotiva e condena os Centros Históricos são sem dúvidas os inquilinos não residentes. Estes já vivem em casas modernas e confortáveis mas não entregam as casas velhas por causa das rendas baixas, usam na sua maioria, as casas para guardarem mónos, ou seja à casa serve de armazém.
Por sua vez o senhorio sabe disso e sabe que estas casas têm a água e a luz desligada à muitos anos, também sabe que o inquilino aparece ali uma ou duas vezes por ano. só que um processo em tribunal é caro e moroso, muitas vezes superiores aos rendimentos do senhorio. A única solução é fazer uma inspecção e ver caso a caso os problemas do património e da mesma forma que o governo exige obras do senhorio, exigir também aumentos significativos dos inquilinos que lá não vivem e que impedem o progresso da cidade.

Quantos aos aumentos: É realmente uma vergonha. Imaginem que no primeiro caso o governo aprovasse um aumento de 500% para rendas até 20,00 euros. Aqui teríamos uma renda de 100,00 euros mensais, ganhava o governo com os impostos e o senhorio que poderia fazer algumas melhorias. No caso de 2,00, teríamos um aumento para 10,00 euros, pelo menos seria um aumento significativo e pouco à pouco ia-se dando vida aos centros históricos.

Com a actual crise, seria óptimo para todos, inclusive para as seguradoras que fariam mais seguros.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Santarém "CARICATO"

Existem coisas engraçadas, por exemplo:

O nosso Jardim da Liberdade tem as vistas favorecidas voltadas para a PSP e para o Tribunal, esta então têm uma recta directinha a ele.

Encontro quase todos os dias pessoas que falam mal do Jardim da Liberdade, mas também digo que essas mesmas pessoas são assíduos frequentadores do mesmo.

Conheço pessoas que evitam frequentar aquele espaço porquê não foi o partido delas que fez as obras.

Tudo isso, não passa de uma grande estupidez: Ganhou à cidade, ganhou as pessoas, ganharam as crianças e ganhou Santarém.

Não adianta as pessoas criticarem se as obras estão mal feitas, se as calçadas portuguesas não têm desenhos alusivos ao Ribatejo, se o presidente é “alentejano” e não valoriza a nossa cultura, se haverá menos espaços gratuitos para estacionarem, se a C. M. de Santarém está endividada. Está feito: Isto é o que importa? O resto acontecerá no seu tempo.

Mas á grande verdade é que, foi preciso vir alguém de fora para revolucionar Santarém.

Santarém está no mapa novamente, existem mais frequentadores dos espaços públicos, existem mais crianças à beneficiarem e aproveitarem os jardins existentes em Santarém.

O CENTRO HISTÓRICO

Há muito que se fala em fechar o Centro Histórico de Santarém, diminuir o trânsito local, mas ninguém fez isso. O que é mal para a conservação do património. Á degradação dos prédios e as fissuras nas casas velhas são uma constante. A trepidação que os carros provocam, torna feia a nossa Cidade. Paredes sujas e rachas nas paredes são uma constante.

ÓBIDOS UM EXEMPLO A SEGUIR

Óbidos é um bom exemplo do que deve ser feito. Naquela cidade velha, não entram carros, só os da manutenção. A ASAE, não interfere naqueles espaços.

As casas são as que já existiam, as suas estruturas e o modelo típico são o que existiam naquela época. Se mexerem e exigirem alteração daqueles espaços para que se possa habitar ou praticar o comércio, então o povo português estaria perdendo a sua história e a sua identidade.

Os estrangeiros respeitam muito esta forma cultural de ver e manter o que já havia antes, pois eles sabem que o turismo local funciona e têm interesse devido a originalidade e as características locais do povo e do património de cada região.


Para se ter turismo é preciso eliminar tudo o que o mata. No caso de Santarém centro, são os carros que devem ser eliminados na cidade. E as casas devem criar condições para que se possas habitar e praticar o comércio, sem roubar a sua originalidade.

Vejam o centro de Santarém: Não se pode caminhar tranquilamente na rua dos correios (Dr. Teixeira Guedes e Guilherme de Azevedo), pois o abuso dos automobilistas é desmedido e obriga as pessoas e as crianças andarem no meio da rua, sem falar nos passeios que estão cheios de buracos e pedras soltas, nas passadeiras encontramos outros abusos, carros estacionados em cima delas, impedindo à passagem de peões.

Na zona dos correios, aparecem pessoas que estacionam seus carros e se dão ao luxo de tirarem uma senha e aguardam a vez. Mais acima, debaixo dos sinais de proibição, encontram-se carros parados encostados quase as portas das lojas e que obrigam as pessoas contornarem o veículo pela rua.

Muitas dessas pessoas, moram aqui no planalto e deslocam-se nos seus carros para tomarem café e fazerem as compras.

Quanto as casas de Santarém e de muitos centros históricos, são demasiadas caras para se reabilitar. Os impostos e as exigências são exageradas, tanto para o senhorio como para o futuro inquilino.

As licenças, os projectos, as obras, os impostos, as rendas, as vistorias, projecto contra incêndios, associações e formação paga obrigatória, certificação energética e mais alterações do espaço consoante o comércio. Por ex: afundamento do solo para ganhar altura, conforme o comércio praticado, entre outros. Isso faz com que o senhorio ou o investidor tenha que dar um "boi" para comer uma perna e mesmo assim esta perna não é garantida.

Tudo isso faz com que o investidor leve o seu investimento para outro lado, o que é uma pena: O comércio das travessas continuam à morrer, à desertificação continua a aumentar, pois as casas já se encontram demasiadas degradadas para se recuperarem. Tudo isso é consequência da política do arrendamento urbano, as rendas permaneceram e permanecem demasiadamente baixas para que se possa recuperar o património existente.

As consequências são: Desertificação, falta de investimento, abandono do património, derrocadas, aumento do crime e perigo para o cidadão.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Vale do Douro

                                                                    Imagem original: forum.trás dos montes
O grande VALE do DOURO, compreendido entre Barqueiros e a fronteira, é fruto dos prodígios da natureza, mas também do esforço e da energia despendida pelo homem na sua transformação.

Neste Vale: A vinha que gera as castas do célebre Vinho do Porto é a causa e a razão maior de toda esta transformação, dando e modificando a silhueta que antes ali houvera.

As encostas do Douro, são de uma beleza indescritível. Seus montes escavados em forma de degraus, devidamente amparado por pedras e raízes das vinhas, dão uma beleza única e apaixonante.

Os muitos séculos de trabalho, fadiga e suor humano, desventraram a terra, removeram o xisto maciço, moldaram os muros e patamares de socalcos para segurar as videiras, erguendo uma obra fantástica e de grande magnitude.

Hoje o Douro é sobretudo valorizado pelos estrangeiros, aquele lugar revela-se um óptimo lugar turístico e pouco divulgado.

Falta muito investimento na área turística em Portugal, infelizmente temos muito que aprender com os nossos irmãos espanhóis que se encontram séculos à nossa frente.

Portugal é um país com riquezas culturais fantásticas e que quase nada explora, permitindo com que apenas o comércio religioso prospere e que alguns empresários gananciosos alterem os PDMs para benefício de seus próprios interesses.

Falta o “MARKETING”, e o interesse dos nossos governantes para usar esta riqueza a favor do povo. Aqui se encontra umas das respostas ao desemprego, mas para isso é preciso mudar rapidamente a política que favorece a degradação de tudo aquilo que é típico, ou seja: O arrendamento urbano.

Ao longo dos anos, à política de recuperação do património têm sido uma “grande treta”, esta política que põe os senhorios no lugar de culpados quando eles são as vítimas. O governo têm aplicado penalizações aos senhorios que recebem rendas de fome e a forma de ajuda que o governo dá é simplesmente convidar os proprietários ao endividamento, contraindo empréstimos que não são suportáveis referentes as baixas rendas que recebem.

A sobrecarga de impostos e as baixas rendas, só fazem com que o património português se degrade cada vez mais, aumentando cada vez mais o abandono dos centros históricos portugueses. Com isso aumentam os crimes as invasões e incêndios nas cidades, muitos dos quais, por parte dos sem abrigos.

Quando Portugal acordar, terá muitas cidades sem qualquer interesse turístico, pois, não haverá edifícios com história, mas sim edifício construídos por construtores gananciosos que corrompem as autarquias e que só empregam estrangeiros, muitos deles sem qualquer formação e que se sujeitam à baixos salários.

domingo, 9 de maio de 2010

Santarém. Um cantinho do Céu.

Existem muitas definições do que é um "cantinho do céu". Cada pessoa se encontra em algum lugar, lugares bonitos há muitos, mas só isso não chega é preciso se sentir bem e em segurança.
Sabemos que o Mundo mudou, que as oportunidades de emprego são cada vez menores, que a crise é mundial e que tudo isso traz o aumento da criminalidade. "Roubos, violência e guerras" estão ligados a nossa vida social, é a sobrevivência, seja ela pessoal ou social.
Os fins não justificam os meios, principalmente para aqueles que sempre trabalharam em pró da família e da sociedade. Mas há aqueles que foram mais fracos e vivem dos sonhos, sem tentar conquistá-los com o esforço do seu próprio suor, temos que ter cuidado, essas criaturas precisam de ajuda e se não forem ajudadas, rapidamente caíram em exclusão social e depois..Só Deus sabe,
Voltando ao cantinho do céu: Santarém para mim é esse cantinho. Aqui encontrei paz e muitas vezes quando não consigo dormir, ando as 04.00 da manhã pela cidade histórica a ver as montras. muitas vezes vejo o carro do guarda nocturno e também algumas pessoas esquisitas que não pertencem a Santarém.
Algumas dessas pessoas as vezes com ar suspeito, pessoas com casacos volumosos e que nos olham de lado e que por questão de vivência e bom senso afastamos. Mas tirando estes pequenos episódios e mais algumas notícias de assaltos as lojas do centro histórico de Santarém; Dou graças a Deus de viver nesta cidade.
Realmente comparado com cidades de África, Brasil e outros, isto aqui é o céu.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Crítica destrutiva

Existe 3 tipos de conversa que não devemos aprofundar muito, elas São:
Política, Futebol e religião.

Se a conversa não estiver agradando é melhor ficar calado e falar sobre estes tipos de assuntos com pessoas com outra receptividade.


Imagem de Lifecooler
Santarém

O actual presidente da Câmara de Santarém, não desperta muitos bons sentimentos no partido que representa a oposição.

As pessoas mais antigas, estiveram sobre o regime do mesmo executivo durante 30 anos e durante estes anos não houve quem alterasse ou mexesse na estrutura da cidade.

Nos últimos anos do antigo executivo, surgiu a rua "O" e o shopping, mas em contra partida morreu algumas feiras, principalmente a feira paralela a gastronomia, no antigo pavilhão do artesanato que ficava no campo da feira. Com a demolição do antigo certame da feira, foi-se a baixo aquele lugar popular que era o ganha pão de muita gente e que trazia muitas novidades e diversão a Santarém.

A feira do Milagre e da Piedade são das feiras que morreram com o antigo executivo.

Durante anos a desertificação tomou conta da cidade, monumentos como as Portas do Sol, e alguns Jardins ficaram no abandono e mal frequentado, havendo ali prostituição e toxidependência, situação essa que afastaram muitos frequentadores desses espaços, por medo e por desconfiança.


Santarém precisava de um abanão e isso aconteceu através de um idependente que teve a coragem de mexer onde ninguém tinha mexido.

Muitas pessoas jovens têm a coragem de dizer graças a Deus que Santarém mudou, há mais animação e há mais pessoas vindas de diversas partes de Portugal, Santarém hoje têm mais pessoas no seu Centro Histórico, pelo menos durante o dia e parte da noite.

Os mais velhos criticam e falam mal de tudo, mas essas pessoas não aproveitavam estes espaços, que estavam sujos, mal-tratados, e degradados e pior: Sem uzo. Hoje as obras feitas por esse Sr., são funcionais e as pessoas e as crianças aderiram.
Se queremos Urbanismo, que seja funcional e que os cidadãos tirem proveito e usem o espaço envolvente. O espaço urbano têm que ter utilidade para as famílias e não a de um quadro que fica imóvel a esoera que alguém observe.

Hoje falam mal deste executivo que ganhou a maioria e que deixou a Câmara individada, mas a Câmara desde que eu a conheço sempre esteve endividada. É facil criticar mas ninguém no meu ver fez melhor. Nós os escalabitanos precisávamos de uma mudança, seja para bem ou para mal, mais assim congelados no tempo não podiámos ficar, já chega a ditadura que demorou muitos anos e contribuiu para que Portugal ficasse ultrapassado na evolução de materiais e mentalidades.

Espero que quando este Sr. sair e fechar as portas do Palácio atrás de si, apareça alguém a altura e com coragem de experimentar novas idéias construtivas no distrito, seja de que partido for, precisamos de alguém que empurre Santarém em direcção ao Futuro e não o congele no tempo.

Que assim seja!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Portugal a andar para trás

Vivemos momentos difíceis, crise, desemprego a aumentar e atribuições de rendimentos e subsídios a desempregados e as pessoas que vivem nas ruas, enquanto isto ouvimos as notícias que falam do abandono e desertificação dos centros históricos de todo Portugal.
Os centros históricos são uma resposta para a criação de novos empregos, mas para isso é preciso reabitá-los e desenvolver o turismo e criar parcerias para que estes centros sejam uma grande superficie comercial. Óbidos é um grande exemplo disso.
A ASAE também limita muito o pequeno investidor, exigindo ao pequeno comerciante espaços que não existem nos centros históricos, que foi o caso do fecho das amendoas de Porto Alegre, que era um produto de grande qualidade e tradicional.Toda a política do arrendamento está errada, com leis como estas, Portugal acabará por perder grande parte da sua história, pois se os senhorios não tem dinheiro para as obras, muito menos os inquilinos que não fazem obras no que não é deles.
Existe muitos senhorios há viverem mal em Portugal, devido aos sucessivos sufocos que as rendas tem sofrido ao longo dos anos, e agora querem que os senhorios arranjem os prédios com o dinheiro que eles não ganharam. Não é com vinagre que se apanham moscas, e se o governo quer obras feitas façam-nas ele:

domingo, 23 de agosto de 2009

Biblioteca de Santarém

Férias em Santarém é uma trizteza

Férias em Santarém

Nos meses de Julho e Agosto em Santarém, para os habitantes do Centro Histórico, é apenas a continuação do caos que se vive o ano inteiro na cidade.
A falta de respeito e a falta de civismo por parte dos condutores nas ruas da cidade, já começam a ficar perigoso para os transeuntes que cada vez mais têm que passar no meio da rua, pois os carros encontram-se parados em cima das passadeiras e nas calçadas onde estão os sinais de trânsito de proibido parar e estacionar.
As cargas e descargas são feitas á todas horas do dia, impedindo inclusive a passagem de outros veículos.
Esta semana, devido as obras da antiga casa Hipólito, ex-casa de ferragens no centro de Santarém, outros carros estacionaram paralelamente em frente a uma carrinha branca, que tém por hábito ficar parada em cima da passadeira do cruzamento da Rua DR. Teixeira Guedes com Capelo Ivens, obrigando assim, outros condutores pararem seus carros e dizerem palavras agressivas e obcenas em alta voz.
Dava muito jeito se a nossa policia passasse umas multas diáriamente as pessoas que desobedecem as leis do estacionamento, e que a CMS fechasse o centro histórico para preservação do património e das bélíssimas calçadas portuguesas que estão cada vez mais destruídas devido o peso dos carros.
Santarém precisa educar as pessoas, e a ensinar aos scalabitanosque nós seres humanos não nascemos de carro e que temos pernas e pés para andar.