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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Santarém mais deserta

Este incêndio na rua direita de Santarém, se não fosse travado a tempo, poderia concorrer com o Chiado em Lisboa.
Os Bombeiros de Almeirim, Cartaxo, Pernes, Rio Maior e Santarém estiveram presentes para o bem dos poucos habitantes e lojistas do Centro Histórico.

Segundo alguma fontes de informação, o incêndio foi combatido por 55 bombeiros e 18 viaturas de diversas corporações municipais e voluntárias.

No pédio nº 75 com a data de 1853 empresso em ferro situado na rua direita (Serpa Pinto) santarém, funcionavam ali dois ramos comerciais, no rés-do-chão é ocupado pela agência de viagens Omnitur e pela loja de roupa infantil Girândola, que sofreram danos avultados, sendo a loja infantil a mais prejudicada, pode-se dizer com perda total.

Alguns moradores do centro histórico chegaram a ser evacuados das suas casas, por precaução, mas receberam autorização para regressar ainda durante a madrugada.

 Santarém está cada vez mais deserta e a críse acabará por dar o golpe de misericórdia a esta capital de distrito.
O centro histórico não cativa e nem atraí novos investidores e a recuperação dos edifícios são demasiados dispendiosos para os senhorios falidos. Devido as políticas, as baixas rendas facilitaram o prolongamento de um comércio decadente e não a de um comércio competitivo e de qualidade.

Agora a cidade está abandonada e o novo comércio que surge é em torno do "OURO", este vem alimentar a compra de jóias roubadas e inibe os idosos que assustados evitam as travessas de Santarém.

Chega a noite, nas ruas dos correios, Largo dos Pasteleiros, Largo dos Rapazes, atrás da Igreja de São Nicolau e outros pontos históricos da cidade, concentram-se pessoas com aspectos e gestos duvidosos, muitos deles estão envolvidos em furtos de viaturas e outros procuram casas velhas para invadirem ou arranjar algum objecto que se possa vender.

O comércio tradicional desta cidade está demasiado debilitado e um incêndio ou um assalto pode dar muito jeito para receber umas massas do seguro.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Rendas antigas sobem com reavaliação das casas - Especiais - DN

Rendas antigas sobem com reavaliação das casas - Especiais - DN

Segundo o "Jornal de Negócios", a reavaliação obrigatória de todos os imóveis imposta pela 'troika' vai acelerar a actualização das redes antigas. Aumentando o IMI "não fará sentido que não seja permitido um aumento da renda", disse ao Jornal de Negócios a advogada Maria José Santana, especialista em rendas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O actual regime do arrendamento urbano, não presta?

A ineficácia e a desadequação do actual regime do arrendamento urbano.

Apesar de a actualização das rendas habitacionais antigas resultar da aplicação directa de um mecanismo legalmente previsto, as situações em que essa aplicação não promove a recuperação dos rendimentos perdidos, por anos consecutivos de congelamento de rendas, voltam a colocar em evidência a ineficácia e a desadequação do actual regime do arrendamento urbano e, por conseguinte, defende a AECOPS, a necessidade da sua alteração.

2010 mais património no chão.


Tal como já era esperado, também as rendas habitacionais antigas não vão aumentar no próximo ano. Com efeito, de acordo com a Portaria nº 1379-A/2009, publicada no passado dia 30 de Outubro, o factor de correcção extraordinária das rendas habitacionais denominadas antigas, em vigor durante o próximo ano civil de 2010, será de 1,000, em todo o País, o que se traduz num aumento de 0,0%.

No ano passado, recorde-se, foram fixados aumentos para as rendas antigas de 2,8 a 4,2%, consoante o último ano de fixação da renda e os municípios do País.
O valor do coeficiente de actualização das rendas anteriores a 1979 para o próximo ano já era previsível, dada a divulgação anterior, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), da taxa de inflação média do ano terminado em Agosto, a qual foi de 0,0%. A publicação, no passado mês de Setembro, do Aviso nº 16247/2009, do INE, que veio fixar o valor do coeficiente de actualização dos diversos tipos de arrendamento - em regime de renda livre, de renda condicionada e não habitacionais - para vigorar no ano civil de 2010, confirmou o seu aumento zero e, agora, a nova portaria estende as consequências da referida taxa de inflação também às rendas antigas.
Ver notícias em: Info Construção Civil

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Deixem cair


Numa altura em que se mostra tantas preocupações com o património, com a UNESCO, com o património Mundial, com os Centros-Históricos, com a desertificação e etc... O governo prega mais uma partida aos senhorios, condenando os mesmos a pobreza e a perda de um envestimento feito pelos seus antepassados.

O património português vai continuar a cair de forma acelerada. Para alguns senhorios seria a sorte grande de ver o seu edificio no chão, pelo menos poderiam vender o terreno.

O património deixa de ter valor para quem viveu uma vida na esperança de um dia recuperar a posse do mesmo, esperança esta de um dia tirar dali algum rendimento que dê algum conforto e que finalmente se possa dizer: " Valeu apena tanto sacrificio! "

Quantos incêndios não terão ocorridos pela mão de um senhorio desesperado, quantas vidas não terão sido postos em causa por causa de actitudes impensadas de quem é rico em bens e vive como pobres:

Até agora os muitos dos senhorios das rendas antigas, veem os seus inquilinos enriquecerem com os seus bens. E o proprietário ficando apenas com os encargos e as ameaças de quem tem que proteger o património, sobre pena de lhe ser tirado o mesmo.

Por este país existe muita injustiça: Há proprietários que o que ganham é inferior ao valor das contribuições prediais, mas a agravante do IVA, mas o seguro (aqueles que pagam) e os custos da degradação do imóvel.

Isso faz com que aja muita revolta e os senhorios das rendas condicionadas deste país digam:

Merda para o património!!! Que se lixe o património!!!, que caia o património!!! e etc...

Políticas como esta do aumento para 2010 só prejudica o país e condena Portugal a uma cidade sem interesse, fazendo assim com que o senhorio seja o principal criminoso na destruição do património.

Para muitas pessoas mais valem passarem uma máquina por cima das cidades históricas e criarem prédios com vidas e funcionais, do que terem casas desabitadas, desertificação, e os prédios ameaçarem a cair em cima dos transeuntes que passam.

Uma das coisas que mais chamam a atenção dos turistas em Santarém-histórica é o abandono da própria cidade, causando um certo medo de quem vem a cidade pela primeira vez.

A Fonte das Figueiras está num sítio hermo e cheio de seringas e limões pelo chão e no próprio monumento.

Proprietários querem rendas antigas num mínimo de 50 euros

A Associação Nacional de Proprietários (ANP) propôs hoje a fixação de uma renda mínima de 50 euros para as cerca de 390 mil habitações com contratos anteriores a 1990, quando entrou em vigor o Regime do Arrendamento Urbano (RAU).
A posição da associação que representa os proprietários surge um mês depois de ter sido anunciado que o valor das rendas ficará congelado em 2010 devido à inflação de zero por cento.
De acordo com a ANP, existem em Portugal cerca de 390 mil arrendamentos antigos, “alguns do início do século 20 e que se foram transmitindo para os ocupantes das casas, familiares ou não”.
Destes, especifica a associação, “234 mil têm uma renda inferior a 50 euros” e entre estes “78 mil são mesmo menos de 15 euros”.
Rendas:

Rendas antigas também não aumentam em 2010

Tal como já era esperado, também as rendas habitacionais antigas não vão aumentar no próximo ano. Com efeito, de acordo com a Portaria nº 1379-A/2009, publicada no passado dia 30 de Outubro, o factor de correcção extraordinária das rendas habitacionais denominadas antigas, em vigor durante o próximo ano civil de 2010, será de 1,000, em todo o País, o que se traduz num aumento de 0,0%.
No ano passado, recorde-se, foram fixados aumentos para as rendas antigas de 2,8 a 4,2%, consoante o último ano de fixação da renda e os municípios do País.
O valor do coeficiente de actualização das rendas anteriores a 1979 para o próximo ano já era previsível, dada a divulgação anterior, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), da taxa de inflação média do ano terminado em Agosto, a qual foi de 0,0%. A publicação, no passado mês de Setembro, do Aviso nº 16247/2009, do INE, que veio fixar o valor do coeficiente de actualização dos diversos tipos de arrendamento - em regime de renda livre, de renda condicionada e não habitacionais - para vigorar no ano civil de 2010, confirmou o seu aumento zero e, agora, a nova portaria estende as consequências da referida taxa de inflação também às rendas antigas.
Apesar de a actualização das rendas habitacionais antigas resultar da aplicação directa de um mecanismo legalmente previsto, as situações em que essa aplicação não promove a recuperação dos rendimentos perdidos, por anos consecutivos de congelamento de rendas, voltam a colocar em evidência a ineficácia e a desadequação do actual regime do arrendamento urbano e, por conseguinte, defende a AECOPS, a necessidade da sua alteração.

Ver em: Rendas

Actualizações

Com a divulgação há instantes da taxa de inflação registada em Agosto de 2009 ficámos também a saber, oficiosamente, qual o valor do “aumento” das rendas para 2010: 0,0% (taxa de variação média anual sem habitação*). Leram bem, a taxa de variação média anual dos preços (vulgo taxa de inflação) sem habitação fixou-se nos 0,0% e será este valor de Agosto, como habitualmente, aquele que determinará o valor máximo de actualização do valor das rendas ao longo do próximo ano. Ou seja, não haverá aumento nominal das rendas no próximo ano.
A taxa de variação média anual incluindo as despesas com habitação foi ligeiramente superior: 0,1%.
Ver em: Economia e Finanças

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Rendas congeladas em 2010

Existe muitos interesses para que o ano de 2010 fique marcado por um congelamento de rendas, e quem sabe algum deles tenha a haver com as eleições.
De acordo com as regras da legislação em vigor, o valor da actualização anual das rendas para os contratos de arrendamento habitacional realizados depois de 1990 é determinado pelo pela variação do índice de preços do consumidor, sem habitação, correspondente aos últimos 12 meses e para os quais existam valores disponíveis à data de 31 de Agosto.
A questão aqui é que existe muitos contractos com valores desatualizados desde esta época, mas o mercado não acompanha a inflção. Quem têm baixas rendas fica penalizado.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou na quinta-feira o índice dos preços do consumidor de Agosto, tendo apurado uma inflação zero, sem habitação.
A lei do arrendamento actual, nada resolveu ou resolverá!, isto é uma idéia errada da nossa sociedade que impedem de Portugal ter leis semelhantes aos países europeus, continua a paranoia do arrendamento, senhorios, direita, exploradores, fascistas... um atraso mental arrepiante! será que algum dia portugal sairá deste pesadelo?
A reabilitação de uma cidade tem de ser justa com os direitos dos proprietários e com os direitos dos inquilinos.
Os investimentos dos nossos avós, trouceram problemas as futuras gerações, investimento esse que se traduz em resultados de empobrecimento e coloca os futuros proprietários no papel de mau.