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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Rendas antigas sobem com reavaliação das casas - Especiais - DN

Rendas antigas sobem com reavaliação das casas - Especiais - DN

Segundo o "Jornal de Negócios", a reavaliação obrigatória de todos os imóveis imposta pela 'troika' vai acelerar a actualização das redes antigas. Aumentando o IMI "não fará sentido que não seja permitido um aumento da renda", disse ao Jornal de Negócios a advogada Maria José Santana, especialista em rendas.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Taxa de natalidade mais baixa em Portugal.

A taxa de natalidade em Portugal continua a baixar.
Segundo aos actuais estudos, a situação económica, o fraco poder de compra, baixos ordenados, empregos precários, impostos e a não comparticipação de despesas, as grandes despesas associadas aos filhos, os horários escolares não compatíveis com as horas de trabalho dos pais, são elementos dissuasores para quem um dia pensa em ter filhos.
A taxa de natalidade em Portugal baixou para metade em quarenta anos, revela um estudo da União Europeia, que recomenda um aumento da imigração para assegurar o crescimento da população. (ESTUDO 2005)

De acordo com o estudo «Confrontando a alteração demográfica: uma nova solidariedade entre as gerações», um casal português tinha em média três filhos em 1960, mas em 2003 essa média baixou para 1.5. e neste momento parece estar em 1.2.
Segundo alguns relatórios, nos anos 60, Portugal tinha anualmente cerca de 200.000 nascimentos e neste momento têm cerca de 100.000, nos quais 40% são filhos de imigrantes.
Neste relatório: 2005
O relatório, que alerta para o facto de os europeus terem uma taxa de «fertilidade insuficiente para a substituição da população», indica que em todos os países europeus a taxa de natalidade está abaixo do valor mínimo para a renovação da população (cerca de 2.1 por casal), tendo caído para 1.5 filhos por casal em muitos estados-membros, incluindo Portugal.
Desta forma, o relatório da Comissão Europeia sugere que «serão necessários maiores fluxos de migrações para satisfazer as necessidades de trabalho e salvaguardar prosperidade europeia».

Segundo o estudo, a imigração nalguns países da União Europeia tornou-se «vital» para assegurar o crescimento populacional e será responsável pelo previsto aumento ligeiro da população em 2035.
O documento refere também que a população na UE está a diminuir: «O número médio de filhos que os europeus gostariam de ter é de 2.3, mas apenas têm actualmente 1.5». No ano de 2005
Para a Comissão Europeia, os governos deveriam desenvolver políticas que permitissem às famílias conciliar o trabalho com a vida familiar, nomeadamente «benefícios familiares, licença parental» e acesso à habitação.
Esperança de vida aumentou
Por outro lado, o estudo adianta ainda que a esperança média de vida tem vindo a aumentar na Europa. Em Portugal aumentou cerca de 20 anos entre 1960 e 2002.
Enquanto em 1960 a mulher portuguesa tinha uma esperança de vida de cerca de 65 anos, em 2002 essa expectativa subiu para os 80 anos, refere o relatório.
Em relação a este relatório, penso que a UE exagerou quando disse que os europeus teriam uma taxa de «fertilidade insuficiente para a substituição da população». Pessoalmente discordo desta afirmação.
Quando olhamos para outros países como por exemplo à França, os nossos irmãos portugueses procuram ter mais filhos, pois as ajudas dadas pela segurança social francesa, permitem que a mãe possa ficar em casa e que os filhos não passem necessidades. Nestas situações os portugueses procuram ter mais filhos, pois as suas mulheres estão seguras e os seus filhos também. É o oposto do que acontece em Portugal.
No caso dos imigrantes que vivem em Portugal, passa-se o mesmo. Uma vez empregados, os valores recebidos são muito superiores ao dos seus países de origem e caso não consigam logo emprego, a nossa segurança social é mais condescendente com as situações dos imigrantes do que as dos portugueses.

Assim, a Comissão Europeia avisa que «a idade da reforma terá que continuar a aumentar» e o «emprego terá que crescer» para que as pessoas possam ser integradas no mercado de trabalho.
Eu aqui questiono novamente: Se a alguns anos atrás, a idade jovem ia até aos 30 e hoje vai até aos 35 anos e após esta idade passamos automaticamente a “velhos”, como será o futuro dos trabalhadores não especializados em determinadas áreas daqui há alguns anos?
Será que seremos futuros mendigos que teremos de mendigar até a idade da reforma?

O texto original: Encontra-se  TSF
Curiosidade: Jornal o Público, Alexandra Campos.
Até Setembro do ano passado, o número de mortes suplantou o de nascimentos. Se a tendência não se inverter, será o segundo ano da nossa história com um saldo natural negativo.
As imagens são do blog: galeriacores

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

BULLING

Imagem original: revistagrandestemas
crítica na aldeia
BULLING ou bullying
Fazer pouco, agredir, intimidar, ofender e humilhar são as armas de muitos gangs e pequenos grupos que actuam nas escolas e fora delas.
O que para muitos era “normal”, coisa de criança e de adolescente é, na verdade, bullying - palavra em inglês que é usada com o sentido de zoar, gozar, tiranizar, ameaçar, intimidar, humilhar, isolar, perseguir, ignorar, ofender, bater, ferir, discriminar e colocar apelidos maldosos.
A gravidade é que esse padrão de comportamento está longe de ser inocente. Trata-se, na verdade, de um distúrbio que se caracteriza por agressões físicas e morais repetitivas, levando a vítima ao isolamento, à queda do rendimento escolar, a alterações emocionais e à depressão. Depois do incidente.
O "bullying", palavra inglesa com difícil tradução para português mas com forte significado, consiste, na violência física e psicológica consciente e intencional exercida por um indivíduo ou um grupo sobre outro indivíduo, ou grupo, incapaz de se defender e que, em consequência de tal agressão, fica intimidado, afectando a segurança, auto-estima, equilíbrio e personalidade.
Com as novas tecnologias e com a diversidade de produtos multimédia existentes no mercado é impensável que as escolas não as utilizem a seu favor as câmaras de filmar, nos pátios e no exterior junto as escolas. Nestes casos as câmaras de filmar podem dissuadir maus comportamentos e corrigir determinadas posturas menos próprias dos alunos, no caso o “bullying".
Já sabemos que o desemprego está a aumentar, os trabalhos precários também e que criar um filho com a qualidade de vida que ele merece, está cada vez mais difícil, pois tal atitude depende de tempo e dinheiro para os pais.
Em casa, muitas das crianças ficam sozinhas. Isto acontece devido a incompatibilidade dos horários de trabalho com o da escola. Uma parte do desemprego deve-se sem dúvida as distâncias entre a escola e o trabalho.
Não é preciso pensar muito, Muitos dos pais têm pouca formação e descarregam suas frustrações, traumas e fobias em cima das crianças e muitas destas crianças crescem sem à presença dos pais e elas muitas vezes também são testemunhas de violência doméstica, sem falar de outros abusos que ocorrem em Portugal e no Mundo.
Sabemos que estas crianças e adolescentes que praticam o “bullying", reflectem um pouco daquilo que aprenderam em casa e nas ruas.
Lá se foi o tempo em que as mulheres ficavam em casa a criarem os filhos e o tempo em que os ordenados dos maridos eram o suficiente para viverem com alguma dignidade.
Portugal têm um nº reduzido de crianças e uma população envelhecida, neste momento Portugal, depende dos imigrantes para aumentarem a taxa de natalidade, fazer descontos e preencher os empregos de baixa renumeração salarial. Mas os imigrantes também trazem problemas, muitos deles têm fichas criminais, outros são fugitivos de países em guerra e outros estão nas mãos de máfias e tal como os portugueses acabam por terem que deixar os filhos muitas vezes sozinhos.
Além de ver adolescentes a extorquirem dinheiro e bens na saída das escolas, vejo crianças que transportam nas suas mochilas tabaco e fumam nas portas da escola, influenciando outros como factor de sucesso e independência. Aqui temos mais um problema que é o vício e para o vicio têm-se que arranjar dinheiro.
Também já tive a oportunidade de observar outros pais que elogiam a esperteza de seus filhos pelos objectos que eles trazem da escola, objectos estes que não foram adquiridos com dinheiro próprio mais sim pela violência e roubo.

Os efeitos do "bullying" podem ser vários. Baixa auto-estima, medo, pesadelos, rejeição da escola, insegurança, ansiedade, dificuldade de relacionamento interpessoal, dificuldade de concentração, diminuição do rendimento escolar, dores de cabeça ou de estômago, mudanças repentinas de humor, vómitos, urinar na cama, falta de apetite, choro, insónia, indiferença, aumento de pedido de dinheiro e até roubos em casa e surgimento de objectos estragados ou desaparecidos sem que seja dada uma explicação para tal.