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terça-feira, 1 de março de 2011

Comércio de "fachada"

                                                                               Imagem de: notasedestaques
Hoje fui ao banco cancelar um crédito e em conversa com o caixa, acabamos por falar na desertificação da cidade de Santarém, dos estabelecimentos bancários estarem vazios, das baixas rendas que são responsáveis pela degradação e pelo funcionamento do comércio de má qualidade e outros pontos de interesse daqueles que se interessam pela "velha cidade de Santarém".

Uma das coisas que este conhecido bancário me disse, foi que mais da metade do comércio tradicional não ganha para o sustento e não sabe como é que estes empresários vivem, pois o dinheiro não entra nos seus bolsos e sim saí.

Fiquei a saber, que os comerciantes só estão abertos na sua maioria por causa das baixas rendas pagas aos senhorios e mesmo assim ainda apresentam prejuizos no fecho das contas, também fiquei sabendo que muitos só estão abertos a espera da idade da reforma e outros estão abertos só por causa dos filhos que estão desempregados.

Segundo uma das pessoas, no desenvolvimento da conversa, parece que é vergonhoso ter-se um filho desempregado ou estar desempregado, por isso faz-se um comércio de fachada onde não há lucro, mas assim o filho passa por empregado e têm direito mais tarde ao desemprego.

O resultado disso é: Um comércio de fachada, casas e imóveis degradados devido as baixas rendas, não dinamização do mercado imobiliário nos Centros Históricos, desertificação, Comércio de má qualidade entre outros problemas.

Quem paga por tudo isso somos nós que habitamos o centro histórico e sofremos as consequências de uma terra que não acompanhou a evolução dos tempos, devido as leis retrógadas do mercado do arrendamento urbano.

As ajudas para ajudarem os senhorios a cuidarem das fachadas, são uma piada de muito mal gosto, pois a ajuda não dá para sequer comprar tinta de má qualidade para pintar todo o imóvel.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Portugal a andar para trás

Vivemos momentos difíceis, crise, desemprego a aumentar e atribuições de rendimentos e subsídios a desempregados e as pessoas que vivem nas ruas, enquanto isto ouvimos as notícias que falam do abandono e desertificação dos centros históricos de todo Portugal.
Os centros históricos são uma resposta para a criação de novos empregos, mas para isso é preciso reabitá-los e desenvolver o turismo e criar parcerias para que estes centros sejam uma grande superficie comercial. Óbidos é um grande exemplo disso.
A ASAE também limita muito o pequeno investidor, exigindo ao pequeno comerciante espaços que não existem nos centros históricos, que foi o caso do fecho das amendoas de Porto Alegre, que era um produto de grande qualidade e tradicional.Toda a política do arrendamento está errada, com leis como estas, Portugal acabará por perder grande parte da sua história, pois se os senhorios não tem dinheiro para as obras, muito menos os inquilinos que não fazem obras no que não é deles.
Existe muitos senhorios há viverem mal em Portugal, devido aos sucessivos sufocos que as rendas tem sofrido ao longo dos anos, e agora querem que os senhorios arranjem os prédios com o dinheiro que eles não ganharam. Não é com vinagre que se apanham moscas, e se o governo quer obras feitas façam-nas ele: