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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Calote, um problema Mundial

Há algumas décadas atrás, a palavra do homem valia muito para a sociedade e no meio da comunidade onde este homem estava inserido.

Imagem de: mytorneirinha
Um mau pagador, ficava queimado, desacreditado na comunidade. Nestas épocas, todos os cidadãos que contraiam empréstmos ou pedisse um produto ou usufluisse de algum serviço, tinham a preocupação de honrar os seus compromissos, havia a preocupação de zelo pelo seu bom nome.

Esta qualidade hoje já quase não existe nas pessoas. No nosso dia-a-dia encontramos tanto na vizinhança como em empresários e donos de comércio, caloteiros profissionais. Eles não têm vergonha de continuarem a pedir. Têm sempre uma história triste para contar, mas depois vão aos bares, restaurantes e fazem grandes vidas com o dinheiro dos outros e no dia seguinte passa por ti com uma grande "cara de pau", como se nada fosse.

Estas pessoas vivem as suas vidas à grande e a francesa e passam os problemas delas para os outros. Quando já estão demasiadamente conhecidas, passam a frequentarem outras freguesias. Daí o termo: "Vai pregar p+ara outra freguesia".

O calote, tem sido e é considerado uma praga mundial. Está em todo lugar, afecta empresas, pessoas, famílias, governos, instituições e outros.

Imagem de: advivo
Seus efeitos são destrutíveis como perdas de amizades e famílias, provocando falências e, em alguns casos extremos, implicando até mesmo em morte de algum dos envolvidos no drama dos empréstimos.

Sendo o calote uma prática tão corriqueira, é pouco provável que exista alguém que não tenha sido vítima de um. Vejamos: e você? Já levou algum calote? Como você reagiu a isso? Ficou indignado, ou partiu para a briga? Não seria melhor se você tivesse procurado, desde o início, evitar esse calote?

Acredito que não é preciso explicar o que seja o calote. Mas, mesmo assim, vamos lá: o calote é a falta de pagamento, quer seja de empréstimos em dinheiro ou pelos serviços ou produtos vendidos.

Então, vamos perguntar novamente: alguém lhe deve dinheiro e não pagou? Você prestou algum serviço e não recebeu por ele? Sua empresa vendeu algum produto e até hoje nada de receber? É, pelo que vejo, está na hora de se prevenir para evitar problemas futuros.

Vamos dar-lhes algumas dicas para você evitar, ou ao menos reduzir os calotes em sua empresa. Preste bastante atenção.

Antes de emprestar seu tão suado dinheiro, seja precavido. Faça algumas perguntas a si mesmo e procure levantar informações sobre que lhe pede o empréstimo:

Essa pessoa tem o hábito de pedir dinheiro emprestado? Ela cumpre com suas obrigações básicas, tais como pagamento de aluguel, luz, telefone, etc?

É uma pessoa responsável no trabalho? Tem muitas dívidas? Ela ficaria aborrecida se eu pedisse um fiador? A pessoa aceitaria assinar um contrato com as condições e formas de pagamento do empréstimo?

As respostas a essas perguntas podem ser de grande ajuda para você evitar levar um calote. E lembre sempre que, em caso de dúvidas, você não deve emprestar o dinheiro, pois será grande a chance de perder essa quantia, bem como esse “amigo” que lhe pede o empréstimo.

Texto original e completo em: portalmie

Quer perder um amigo? Então empresta-lhe dinheiro.

Quer perder uma migo? Então empresta-lhe dinheiro.

Este é um ditado muito antigo, mas com fundamento. Infelizmente, a verdade é que traduz-se numa grande verdade. Muitas amizades têm tido finais amargos e conflituosos, por causa de empréstimo e muitos casos acabam com acções de vingança e morte.

Quando emprestamos o dinheiro a um desconhecido ou uma pessoa não muito chegada e esta não nos paga, ficamos aborrecidos e chateados com a situação. Este tipo de situação dá-nos volta ao miolo e nos consome a sanidade, principalmente quando pedimos o dinheiro de volta e este não nos paga. Geralmente quando pedimos o dinheiro de volta é quando já não temos dinheiro para o nosso dia-a-dia e a resposta é quase sempre a mesma. “NÃO TENHO”!!!

Quando emprestamos a um amigo ou familiar, nos sentimos duplamente traído, principalmente quando “este” nos diz que paga no fim-de-semana ou no fim do mês e este fim do mês nunca mais chega.

Devemos ser compreensíveis com a situação e até tentar amenizar a onda negativa que se gera no nosso íntimo. Devemos ter a coragem de ter uma conversa séria com esse amigo e arranjar forma de dar mais tempo ou estipular um valor mínimo a pagar, de maneira que possamos receber o empréstimo e o nosso amigo possa pagar sem grandes sacrifícios.

Temos que concordar, que no fundo é uma falta de sensibilidade e uma falta de lealdade para com o amigo que faz o empréstimo e não é de admirar-se que tantas amizades de anos, terminem e se transformem em ódio.

Eu, pessoalmente, já me senti traído muitas vezes e já perdi algumas amizades por ter ajudado pessoas e amigos com empréstimos. Hoje a maioria não me fala, fogem de mim, e fazem-se de desapercebidos. O pior é que eu não ando atrás deles a cobrar e nem falo no assunto. Eles próprios, têm a consciência pesada e sabem que estão errados, mas não justificam as suas atitudes e nem tentam reparar o mal. Acho que deve ser má formação.

Já perdi, prefiro chamar de conhecidos, pois acho que se fossem verdadeiros amigos não agiam dessa forma, “conhecidos” amizades por valores de 2,50 euros, 20,00 euros e muito mais valores nos quais nem sempre monetários.

Depois de sofrer bastante com esta história de emprestar dinheiro, aprendi o seguinte: Se tens um amigo que não queres perder e tens dinheiro pra emprestar, empreste somente se este dinheiro não for te fazer falta e caso não seja devolvido, tente confronta-lo e saber das suas dificuldades e proponha um prazo mais longo, esqueça o dinheiro e fique com o amigo.
Imagem original: portalmie

sábado, 6 de novembro de 2010

Um poço sem fundo

Imagem original: poracaso

O BPN é um poço sem fundo. Mas muito educativo. Agora descobriu-se um esquema de empréstimos que resultou numa fraude de milhões de euros.
Os bancos que são fortes com os fracos, chegando a penhorar bens por quantias irrisórias, revelam com frequência uma enorme ligeireza quanto se trata de verbas muito avultadas. Já sem falar na aldrabice, claro.

Mas esta nova peripécia, nascida na espuma gananciosa do BPN, é ainda mais elucidativa quando se toma conhecimento do destino dado ao dinheiro. Segundo a polícia, os envolvidos teriam gasto parte das verbas extorquidas em bens ditos de luxo, a saber, carros das marcas Porsche, Ferrari, Lamborghini, Aston Martin, McLaren Mercedes e, pelo menos, um iate.

Para que quer esta gente tanto carro? Ou, ainda mais nebuloso, porque se dá tanta importância a um banal automóvel? Mesmo que seja um Ferrari.
Esta notícia encontra-se no Jornal de negócios do dia 05/11/2010.