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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Burlona tinha ajuda da familia

Burlona tinha ajuda da familia
Maria da Conceição, a mulher que a Polícia Judiciária do Porto prendeu por burlar um empresário em 620 mil euros, contava com a ajuda do marido e da filha para tornar o golpe mais real.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Comércio tradicional bem mais caro



Comércio tradicional é bem mais caro. Qual é o futuro deste tipo de comércio.




Imagem de: afugado

Hiper e Super: Cada vez mais é um cenário diário nas periferias da cidade.


As vezes parece que os portugueses vivem todos bem e que não estamos em crise. Filas de carros e pessoas fazem romaria aos supermercados e hipermercados, principalmente nas zonas litorais.


Ao mesmo tempo, as principais ruas do comércio da maioria das cidades definham, cada vez mais desertas. Lojas vazias, montras fechadas, papéis e placas a dizer “vende-se”, “trespassa-se”, passa-se, cede-se e “aluga-se” confirmam a queda do comércio tradicional principalmente nas zonas históricas. Será efeitos da actualidade económica, ou de toda uma profunda crise de valores? Na verdade, o que levou as pessoas a voltarem costas às lojas de sempre?


Sabemos que o comércio tradicional enfrenta brigas de gigantes e que essas superfícies têm tudo concentrado num só lugar e com muito mais conforto para os clientes é o caso da facilidade de estacionamento por exemplo.


O problema também passa pela facilidade de crédito ao consumo é o caso do Jumbo que têm o cartão de crédito e dá descontos a quem o usar nas compras, o Modelo Continente têm cartões de pontos que acumulam descontos e esses pontos valem dinheiro e podem ser usados nas compras dos produtos, no caso do Minipreço, o uso dos cartões dão direitos a todos meses talões com uma grande quantidade de produtos que podem atingir até 50% de descontos.


Temos que ver que as pessoas agarram-se as crises e não fazem nada para ultrapassarem, nestes últimos 2 anos fecharam mais de 20.000 lojas no comércio tradicional.


A culpa também é do comerciante que não investe no negócio e não cria melhores condições para que as pessoas venham mais vezes ao comércio tradicional.


O preço praticado pelos comerciantes também é um factor decisivo, por exemplo eu comprei um corrector no comércio tradicional por 3,95 euros e ao meu lado, cerca de 4 minutos a pé, o Pingo Doce vendia o mesmo produto da mesma marca por 2,68 euros, ou seja 1,27 a mais, o que representa uma grande diferença no orçamento das famílias.


Assim como eu vi este produto posso acrescentar que todo o material de papelaria que estava no supermercado era todo muito mais barato. Basta o cliente se aperceber disso para não mais voltar a papelaria do bairro.


O comerciante tem que ganhar margens menores para ter hipótese de concorrer com as grandes superfícies e cobrar mais caro pelos produtos exclusivos e que a concorrência não tenha, do contrário estará sempre empurrando a classe média e baixa para os híper.


A solução passa pela mudança de atitude dos empresários, estes senhores tem que modernizarem-se, a reverem a forma de gestão das suas empresas.


A autarquia também é culpada, têm minado os centros das cidades com parquímetros, e taxas de estacionamento que afastam ainda mais os potenciais clientes do comércio tradicional.


Algumas zonas históricas ricas em património deveriam ser fechadas ao trânsito para obrigarem as pessoas a percorrerem as cidades a pé e também desenvolverem o comércio de rua, como o artesanato e explanadas, mas para isso era preciso tornar as cidades mais agradáveis, por exemplo recuperar as fachadas das ruas principais e das casas com história.


Existem muitas cidades no país que exploram as belezas das cidades é o caso de Óbidos, onde as pessoas deixam o carro longe e deslocam-se a pé, preservando assim o património e fomentando o turismo.

terça-feira, 16 de março de 2010

Voltando ao IEFP e a UE

Mais uma reunião.
Criar uma Empresa com as ajudas e subsídios e empréstimos bancários.
Olhando para os meus colegas desempregados, verificamos que muitos deles são pessoas de trabalho e de coragem.
Diante de todos nós, temos uma funcionária do IEFP que está ali para explicar como todo o processo funciona.
Do meu lado temos pessoas que vão dos 20 aos 50 anos, pessoas com a 4ª classe e até com cursos Universitários, sem falar nos estrangeiros.
Temos uma verdadeira diferença de conhecimentos e de capacidade de absorção da compreensão das ideias divulgadas pela nossa interlocutora.
Muitas dessas pessoas tem a prática do trabalho, mas não tem a experiência académica.
E aqui voltamos a nossa formadora de teorias que começa a conversa mais ou menos assim:
Todos aqui têm Internet?
É importante que vocês vão ao site do IEFP pesquisar, não se esqueçam do Diário da República, dos artigos das alíneas da Portaria etc. O site é WWW etc.
E aqui vão surgindo dúvidas, casos e situações que nunca aconteceram antes. Alguns artigos sobre fundos e investimentos do artigo e da portaria x, já não são válidos mais causam confusões e estão na Internet.

As situações continuam. 3 Jovens desejam investir e arriscar o subsídio de desemprego e pedir os empréstimos bancários que estão acordados com o governo, empréstimos estes c/ isenção de taxas de juros e prestações no primeiro ano e com reembolso da totalidade num prazo máximo de 7 anos.

Conforme os jovens vão construindo o castelo, as novas informações dadas pela nossa interlocutora vão afastando os sonhos dos futuros sonhadores da mesma forma que um castelo de cartas vai caindo.



Quanto as pessoas com menos estudos, estas são corajosas e sabem trabalhar, estas pessoas apresentam propostas em áreas de vendas ambulantes, artesanato, e serviços a domicilio. Tenho pena delas, algumas dessas pessoas apresentam soluções viáveis para o desenvolvimento de um bom negócio e de fracos investimentos, negócios este que as permitem pouparem na renda de um espaço físico. Estas pessoas conhecem os negócios a que se propõem fazer, mas devido os seus fracos conhecimentos, não conseguem perceber e nem compreenderem os assuntos em debate.
Esses pobres coitados trabalharão sempre na clandestinidade, pois para compreenderem a Sª DRª do IEFP precisariam da consulta de um advogado.
Não é fácil, as vezes para se compreender a importância do que está escrito bastava 5 minutos de conversa para resumir o que realmente é importante.
A maior parte das pessoas deixam de compreender o que está escrito, quando tem que ler um livro, mas memoriza uma conversa e os pontos importantes, quando o assunto é de interesse pessoal.
Eu pergunto a mim próprio, alguém já leu na totalidade as regras de uso de um cartão de crédito? Sinceramente, eu não conheço ninguém que tenha lido e quando leu compreendeu? Também não conheço ninguém.
Vejamos outras situações:
Sabemos que na sua maioria os Empresários de maior sucesso, são alunos medianos, temos políticos com 9º ano, Presidente com notas de 15, 16, 17, Primeiro-ministro com notas médias e Empresários que se tornaram cultos depois de trabalharem muito.
Estas pessoas aprenderam a arte da cultura na vida e na prática do dia-a-dia e com o suor da insistência e da teimosia.
Portugal tem um grande nº de analfabetos, mas não quer dizer que estas pessoas não sejam trabalhadoras. Infelizmente muitas das instituições, não tem pessoas a altura de resolverem os problemas e nem querem, isso acontece porquê muitos dos funcionários de diversas instituições não tem amor ao seu trabalho, só ao salário ao fim do mês. Isto é o reflexo do factor cunha, factor que afasta os verdadeiros trabalhadores e que geram injustiças no ambiente de trabalho, por ex. SIADAP.
Nos seviços públicos, existem funcionários no atendimento que não tem a minima vocação para o atendimento ao público. Muitas das pessoas do campo e das aldeias, saem das repartições a procura de um estafeta ou advogado, somente para preencherem um simples formulário.
Em Santarém na DGV, as pessoas saem daquela instituição e vão para o café ao lado pagar a um senhor o preenchimento do formulário de troca de carta e para dar baixa de veículos.
O que eu quero dizer com isso é que um pouco de boa vontade, não fazia mal a ninguém e acabava ajudando e ensinando as pessoas a resolverem os seus problemas.

Se Portugal procurasse esclarecer as dúvidas de muitas dessas pessoas e falar com elas da mesma forma com que falamos com uma criança, acredito que teríamos mais Empresas e maiores investimentos no país.
Infelizmente, os dinheiros da UE que poderiam desenvolver Portugal, encontram-se investidos em LUXEMBURGO, BRASIL, ANGOLA e outros.
Faltou fiscalização e acompanhamento por parte das entidades fiscalizadoras, gerou-se corrupção e artimanhas para o não desenvolvimento dos projectos. Resultados: Aqueles que são anti-corrupção e que queriam criar suas Empresas viram os seus projectos vetados.
As histórias de cidadãos honestos que tiveram os seus projectos negados pelos representantes do subsídio Europeu, ainda são temas nos cafés da cidade, cafés onde se encontram Construtores e Empresários que falam abertamente e animadamente das corrupções por parte das instituições e os postos e sectores que tiveram que subornar para conseguirem a aprovação de seus projectos.
Agora a classe média será penalizada pelos maus aproveitamentos e usos dos fundos Europeus, pagaremos grandes fatias das dividas do país, por isso temos o PEC a nossa espera, e o futuro dos nossos filhos e dos aposentados estão em risco.

Pescadinha de rabo na boca.

A taxa de desemprego deverá ter chegado aos 10 por cento no quarto trimestre de 2009, com os analistas à espera de uma nova degradação do mercado laboral na primeira metade de 2010.
Os números do desemprego para o quarto trimestre são conhecidos na quarta-feira, com o Instituto Nacional de Estatística (INE) a divulgar as estatísticas do emprego para Portugal.
Ver .Tvi24

Pescadinha de rabo na boca.

Não sei quais os verdadeiros valores do desemprego, mais muitos dos desempregados acreditam que Portugal tem mais de um milhão de desempregados (1.000.000) e que registados só estão cerca de 600.000 desempregados.
Quando vamos ao centro de emprego, nos apercebemos que a realidade é mais grave do que parece e que as soluções não são fáceis.
Ao assistirmos as soluções apresentadas de acesso ao crédito, numa reunião do IEFP, verificamos que o acesso ao crédito para construir uma pequena empresa é de enorme burocracia e demasiadamente morosa e sem garantias para aquele que arrisca.
Depois dizem que os portugueses não são empreendedores. Vejam só:
Desenvolve-se um projecto onde tens que arranjar uma FACTURA PROFORMA especificada com todos os materiais específicos para o desenvolvimento do seu negócio, um plano e estudo da viabilidade do local e os seus concorrentes, um contracto de arrendamento do sítio onde se propõe a exploração do negócio e fazer a entrega de todo o projecto com uma estimativa provável de recuperação e pagamento dos dinheiros auferidos (restituição, na maioria dos casos).
Enquanto decorre a espera que pode demorar entre 60, 90 dias ou mais, o futuro empresário estará pagando rendas ao senhorio. O pior é que depois de sacrifícios e provável endividamento, o projecto pode não ser viável.

imaginemos que o IEFP, não ache viavel o local de implantação do negócio e demore a dar a nega.

Vejamos um contracto de arrendamento comercial:

Contracto 500.00 Euros mês, mais um mês em casa é igual a 1.000,00 Euros, se o IEFP dar uma nega com demora de 90 dias, são mais 1.000,00 Euros que é = a um total de 2.000,00 Euros de prejuízo, se você empresário, uma vez com um contracto de arrendamento comercial tiver aberto a Empresa Unipessoal ou outra e se o seu projecto for vetado, automáticamente estará excluido do subsídio de desemprego e terá a vida agravada em novas dívidas, não se esqueça se és Empresário, quer dizer que trabalha por conta própria, logo deixa de receber do desemprego.
Se o futuro empresário tiver iniciado nesse tempo a abertura da Empresa e o projecto não for aceito, fica o empreendedor sem o subsídio de desemprego.
Está aqui um excelente negócio para o governo deixar de pagar os subsídios aos desempregados que acham que podem ser patrões.