quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Os Jovens não querem trabalhar?

crítica na aldeia Imagem original: odeioervilhas
Agora virou moda: Não querem trabalhar, Não gostam de trabalhar?
Existem pessoas que gostam de classificar assim os jovens é uma forma mais suave de dizer vagabundo.

Pessoas com sorte na vida, pessoas que conseguiram bons empregos no estado através de cunhas, pois se fosse assim somente por concurso, não passavam, mas são arrogantes e cospem para o ar, cospem no prato que já comeram, pois muitas destas pessoas se não fossem as influências do paizinho ou do padrinho, até hoje não trabalhariam, pois para a limpeza, supermercados e fábricas a ganhar salário mínimo, isso é que não.
Mas hoje elas enchem a boca e dizem que os desempregados não passam de Subsídiodependêntes". (sociologiaemfoco)

Infelizmente este é um fenómeno que está muito presente em Santarém, Portugal e na nossa sociedade desde há alguns anos, mas que se tem vindo a agravar devido não só à crise económica mas também ao aumento da taxa de desemprego.

Aqui em Santarém, existem muitos estudantes que concluíram o curso e tentaram se estabelecer por meio de subsídios muitos dos quais à fundo perdido. Não há nada de novo se não fosse o facto de esses ex-estudantes serem filhos de empresários e comerciantes bem sucedidos e portadores de grandes e recheadas contas bancárias, nas quais mais de metade do dinheiro ganho pela porta do cavalo, ou seja: Sem factura.

Devemos entender e considerar que nós somos todos contribuintes de um sistema social temos o direito a usufruir de determinados benefícios económicos por parte do Estado quando assim se justificar (for preciso), ou por uma situação de desemprego, doença, ou outra que possa impossibilitar a nossa sobrevivência sem o recurso a estes subsídios, mas devemos estar conscientes também de que vivemos numa sociedade, ou seja num complexo conjunto em que deve haver equilíbrio e bom senso nas atitudes que são tomadas face a este mesmo conjunto.

Não podemos esquecer, que a omissão da verdade e a corrupção que envolve todo o sistema seja de baixo ou de cima, prejudica gravemente o país. A falta de uma fiscalização honesta e competente, também agrava o nosso sistema social, prejudicando as reformas e os direitos futuros de cada cidadão.

Mas o que se tem observado são situações de subsidio-dependência por parte de alguns grupos que pensam que têm direito a usufruir de subsídios de todo o tipo sem produzir absolutamente nada nem se preocuparem minimamente em contribuir para o sistema macro, ou seja para a sociedade, não procuram emprego, esperam que seja o Instituto de emprego a encontrá-lo, acumulam inúmeras desculpas para não aceitarem as sugestões de emprego deste mesmo instituto, crescendo assim um certo “parasitismo social” que lesa gravemente a nossa economia.

Devo acrescentar que assim como o desempregado, os patrões também estão na mesma, todos querem subsídios e dinheiros do desemprego para empregarem os trabalhadores, no caso de empregar deficientes, para os patrões têm sido um bom negócio. Através dos fundos de apoio as condições de trabalho para pessoas com deficiência, “eles” até têm ganho dinheiro com o negócio. Outra forma de lucrar é o caso do primeiro emprego, mais um subsídio.

Infelizmente não é só o empregado que é culpado, os patrões consideram velho pessoas com 30 anos e com 35 e só querem na sua maioria pessoas que estejam a receber do desemprego e também convêm ao IEFP despachar aqueles que estejam a receber. Por outro lado, uma pessoa com 50 ou mais anos é velha para trabalhar e nova demais para se reformar.

O Estado também é culpado, pois ele dá subsídios para pessoas sãs. Existem uma infinidade de artistas agarrados aos subsídios, por exemplo: Em Santarém, existem indivíduos novos a receberem subsídios de inserção social e a noite trabalham em bares e discotecas sem descontarem ou declararem os rendimentos.
Outros corromperam médicos para falsas declarações e estão trabalhando e recebendo subsídios de incapacidade e depois ainda ganham mais dinheiro a trabalhar em cafés sem declarar.

Sem falar no pessoal de “etnias”, recebem, mendigam, vendem nas feiras, possuem carros e não declaram nada.
Ainda há os patrões, muito deles donos de cafetaria, pagam um ordenado aos empregados, mas não descontam para a segurança social deles, não pagam seguros, férias ou subsídio de Natal.

Além da fuga ao fisco que é comum ao comércio, ainda têm a agravante de terem muitas pessoas a trabalharem na clandestinidade e não são estrangeiros, mas portugueses. Muitos deles trabalham á anos e dão a cara todos os dias no balcão de atendimento.
É extremamente necessário que estas pessoas se consciencializem de que é legitimo usufruir dos subsídios que reivindicam na Segurança Social, mas ainda mais importante é não se deixarem encostar à sociedade que continua a batalhar para que o sistema funcione como um “todo organizado”, para que não se torne numa política injusta e até deseducativa para as gerações vindouras.

Hoje em dia, ouvimos constantemente que o jovem não quer trabalhar, o jovem não gosta de trabalhar, mas ninguém fala das condições de trabalho que é proposto a este jovem, ninguém fala das horas à mais que certas empresas obrigam ele a trabalhar e sem mais renumeração por isso, não falam dos abusos por parte dos patrões, dos ordenados que não são pagos a tempo e horas.

O jovem levou uma tarja de mau trabalhador e muitas das vezes o entrevistador do centro de emprego não se preocupa em saber as suas condições sociais por exemplo: Têm família? Têm filhos? Têm com quem ficar os seus filhos? É natural que quem têm família precisa de sogros, avós, tempos livres para ocupar os filhos de maneira a que os pais possam trabalhar ou então os país têm que trabalhar o mais próximo possível da sua área de residência de maneira a proteger e apanhar o ou os filhos no horário estipulado. Existem pais que não têm família por perto para ficarem com os filhos.

Outra situação é: O salário mínimo, 475 euros.
Antes de chamar uma pessoa para preencher uma vaga de emprego, devemos fazer contas, por exemplo: Santarém à Lisboa, deslocação até ao comboio, comboio e metro, por mês fica em mais de 300 euros e sem falar na comida. Eu pergunto quem quer trabalhar assim e trazer por mês cento e poucos euros para casa, você trabalharia para aquecer? Qual é o futuro de alguém que trabalha à uma hora e meia de viagem da sua residência, mesmo que o ordenado com subsídio refeição atingisse o valor de 650,00 euros.

Isto são daquelas coisas que não são ditas. Eu pessoalmente já fui explorado muitas vezes, já trabalhei sem descontar para a segurança social, numa conhecida loja da cidade, já fiz entre 2 à 4 hora a mais por dia sem receber estas horas e sem almoço ou jantar, tendo eu um ordenado mínimo e tendo que almoçar todos os dias na rua e as vezes jantar. Resultado: Trazia limpos para casa pouco mais de 70,00 euros. E a minha saúde, como é que fica? Minha vida pessoal? Familiar? E ainda o meu patrão ia me pedir para mais tarde eu ficar com um telemóvel onde eu teria que ficar a disposição fins-de-semana e 24 horas por dia e sujeito a uma gratificação que ele entendesse.

Resumindo e concluindo: Isso ninguém quer saber, pois para o Estado e para muitos funcionários somos apenas números a eliminar, a começar por aqueles que recebem subsídios.

crítica na aldeia
lockyourmind (imagem original)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

I Feira Internacional de Artesanato de Santarém (Venda de Natal)


I Feira Internacional de Artesanato de Santarém (Venda de Natal)
Na programação cultural de Santarém durante o mês de Dezembro é a Feira Internacional de Artesanato de Santarém Venda de Natal que deu o inicio de saída, hoje dia 3 de Dezembro as 10:00 horas, no Jardim da Liberdade, numa organização da Goldenside e da empresa municipal CULTUR. Esta feira cultural, prolonga-se até ao dia 22 de Dezembro e tem como lema “Faça compras no Centro Histórico!”. Este espaço tem entrada livre e comporta uma área de exposição na ordem de mais ou menos 60 stands, mediante a quantidade de expositores.
Esta feira conta também, entre outros com artesãos como. Maria das Neves, cestos e artesanato em junco, Manuel Ferreira artesanato em bunho e bancos de madeira e corda e Artur Branco, com artesanato e escultura em pedra.
Além do artesanato de vários países, a doçaria, a animação e os produtos regionais também marcam presença nesta I Feira Internacional de Artesanato de Santarém que está aberta de segunda-feira a domingo, das 10 às 22 horas
No dia 4 de Dezembro, às 21h30 é o espectáculo de Jorge Palma. O músico vai estar no Teatro Sá da Bandeira, para um grande concerto no formato acústico, com Gabriel Gomes no acordeão e Vicente Palma na guitarra.

Como alguém um dia disse, “em Jorge Palma sobressai a capacidade de redescobrir a música, de criar uma forma atraente, de exibir sentimentos, explorar emoções, e cativar sempre mais gente, a acompanhar a sua solidão junto ao piano, num misto de querer estar só, mas com todos os outros”.

O preço dos bilhetes para Jorge Palma é de 10 euros, esta informação e muito mais pode ser vista no site da Câmara Municipal de Santarém.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vamos ajudar Portugal

crítica na aldeia
Segundo um correio electrónico, podemos ajudar Portugal a crescer.
EM VEZ DE CARPIR, AJUDE!...

POR FAVOR, LER ATÉ AO FIM PARA AJUDARMOS PORTUGAL


Estima-se que se cada português consumir 150€ de produtos nacionais, por ano, a economia cresce acima de todas as estimativas e, ainda por cima, cria postos de trabalho.

Ponham o mail a circular. Pode ser que acorde alguém.
Dê preferência aos produtos de fabrico Português. Se não sabe quais são, verifique no código de barras.
Todos os produtos produzidos em Portugal começam por 560 ........

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Árvore Genealógica

critica na aldeia

Árvore Genealógica


É crónica do Luis Fernando Verissimo, filho do Erico Verissimo, que publica semanalmente na folha de S. Paulo, a não perder...

Árvore Genealógica - Luiz Fernando Veríssimo


- Mãe, vou casar!

- Jura, meu filho ?! Estou tão feliz ! Quem é a moça ?

- Não é moça. Vou casar com um moço. O nome dele é Murilo.

- Você falou Murilo... Ou foi meu cérebro que sofreu um pequeno surto psicótico?

- Eu falei Murilo. Por que, mãe? Tá acontecendo alguma coisa?

- Nada, não.. Só minha visão que está um pouco turva. E meu coração, que talvez dê uma parada. No mais, tá tudo ótimo.

- Se você tiver algum problema em relação a isto, melhor falar logo...

- Problema ? Problema nenhum. Só pensei que algum dia ia ter uma nora... Ou isso.

- Você vai ter uma nora. Só que uma nora... Meio macho. Ou um genro meio fêmea. Resumindo: uma nora quase macho, tendendo a um genro quase fêmea...
- E quando eu vou conhecer o meu. A minha... O Murilo ?

- Pode chamar ele de Biscoito. É o apelido.

- Tá ! Biscoito... Já gostei dele... Alguém com esse apelido só pode ser uma pessoa bacana. Quando o Biscoito vem aqui ?

- Por quê ?

- Por nada. Só pra eu poder desacordar seu pai com antecedência.

- Você acha que o Papai não vai aceitar ?

- Claro que vai aceitar! Lógico que vai. Só não sei se ele vai sobreviver... Mas isso também é uma bobagem. Ele morre sabendo que você achou sua cara-metade... E olha que espetáculo: as duas metade com bigode.

- Mãe, que besteira ... Hoje em dia ... Praticamente todos os meus amigos são gays.

- Só espero que tenha sobrado algum que não seja... Pra poder apresentar pra tua irmã.

- A Bel já tá namorando.

- A Bel? Namorando ?! Ela não me falou nada... Quem é?

- Uma tal de Veruska.

- Como ?

- Veruska...

- Ah !, bom! Que susto! Pensei que você tivesse falado Veruska.

- Mãe !!!...

- Tá..., tá..., tudo bem... Se vocês são felizes. Só fico triste porque não vou ter um neto...

- Por que não ? Eu e o Biscoito queremos dois filhos. Eu vou doar os espermatozóides. E a ex-namorada do Biscoito vai doar os óvulos.

- Ex-namorada? O Biscoito tem ex-namorada?

- Quando ele era hétero... A Veruska.

- Que Veruska ?

- Namorada da Bel...

- "Peraí". A ex-namorada do teu atual namorado... E a atual namorada da tua irmã. Que é minha filha também... Que se chama Bel. É isso? Porque eu me perdi um pouco...

- É isso. Pois é... A Veruska doou os óvulos. E nós vamos alugar um útero.

- De quem ?

- Da Bel.

- Mas . Logo da Bel ?! Quer dizer então... Que a Bel vai gerar um filho teu e do Biscoito. Com o teu espermatozóide e com o óvulo da namorada dela, que é a Veruska...

- Isso.

- Essa criança, de uma certa forma, vai ser tua filha, filha do Biscoito, filha da Veruska e filha da Bel.

- Em termos...

- A criança vai ter duas mães : você e o Biscoito.E dois pais: a Veruska e a Bel.

- Por aí...

- Por outro lado, a Bel...,além de mãe, é tia... Ou tio.... Porque é tua irmã.

- Exato. E ano que vem vamos ter um segundo filho. Aí o Biscoito é que entra com o espermatozóide. Que dessa vez vai ser gerado no ventre da Veruska... Com o óvulo da Bel. A gente só vai trocar.

- Só trocar, né ? Agora o óvulo vai ser da Bel. E o ventre da Veruska.

- Exato!

- Agora eu entendi! Agora eu realmente entendi...

- Entendeu o quê?

- Entendi que é uma espécie de swing dos tempos modernos!

- Que swing, mãe?!!....

- É swing, sim! Uma troca de casais... Com os óvulos e os espermatozóides, uma hora no útero de uma, outra hora no útero de outra...

- Mas..

- Mas uns tomates! Isso é um bacanal de última geração! E pior... Com incesto no meio...

- A Bel e a Veruska só vão ajudar na concepção do nosso filho, só isso...

- Sei!!!... E quando elas quiserem ter filhos...

- Nós ajudamos.

- Quer saber? No final das contas não entendi mais nada. Não entendi quem vai ser mãe de quem, quem vai ser pai de quem, de quem vai ser o útero, o espermatozóide... A única coisa que eu entendi é que...

- Que.. ?

- Fazer árvore genealógica daqui pra frente... vai ser f...


(Luiz Fernando Veríssimo )

Natal cada vez mais magro em Santarém

Imagem original: jardimdeurtigas


O Natal está aí novamente, mas a crise também e cada vez é maior. Podemos observar que as ruas do centro histórico de Santarém, cada vez estão mais desertas. As pessoas procuram a temperatura controlada do shopping, aproveitando para fazer as compras do dia-a-dia e para dar um passeio por dentro do mesmo, já agora aproveita-se o quentinho e toma-se já um café, afinal está frio lá fora.

O mesmo não se passa com a maioria dos velhotes, enquanto uns vão sentar-se a explanada do shopping, outros vão a procura do bom e velho amigo “vinho tinto” que só é encontrado nas boas e velhas tascas no centro histórico, a verdade é que não á frio que resista a este produto calórico.

Uma vez gasto o dinheiro, vai-se descansar para o shopping, ver televisão, ler jornais, toma-se então um cafezinho e aguarda-se confortavelmente até a hora do almoço, que a esta hora a patroa ou a Santa Casa da Misericórdia, já deixou na mesa. Depois lá pelas 15:00, já está na hora de voltar ao shopping, desta vez, para o café e conversar com os velhos amigos e quem sabe se o segurança não ver, bate-se uma bela sorna, com um pouco de sorte ainda vê-se uma boa partida de “futebol” antes do jantar em casa é claro!

Já agora, por curiosidade: O nosso Shopping tem perdido qualidades, por exemplo:
No primeiro ano, pelo Natal, o prémio para incentivar o consumo nas suas lojas foi um Porsche Cayenne
No segundo ano, foi 5000,00 euros em compra.
Este ano de 2010, o prémio é uma viagem para duas pessoas.
Ou as coisas estão más para o nosso shopping ou estão ficando igual ao Tio Patinhas, pão duro e sovina.

Estacionamento gera conflitos

Imagem original: metronews

Têm havido algumas bocas e algumas ameaças por parte de moradores e comerciantes do centro histórico e tudo por causa daqueles que não pagam o estacionamento.

Muitos dos moradores do centro histórico de Santarém e alguns comerciantes, estão descontentes com a falta de vigilância dos estacionamentos pagos.

Como é sabido, os residentes não pagam das 20h00 às 8h00, nem aos fins-de-semana, nem aos feriados.
Para estacionarem os carros das 8h00 às 20h00, os residentes pagam, uma tarifa de 25 euros por ano e os moradores com mais de 65 anos, são isentos dessa tarifa.

O problema é que, muitos comerciantes locais estacionam os seus veículos nos lugares que deveria ser pago, prejudicando os moradores que pagam as suas tarifas anuais e os clientes que se deslocam para almoçar nos respectivos restaurantes da Zona histórica é o caso do estacionamento do Largo dos Rapazes e do Largo de São Nicolau.

Estes acontecimentos acontecem diariamente, em certas horas chegam a ter cerca de 5 carros estacionados sem qualquer ticket.
O facto das autoridades não agirem rapidamente, pode dar origens a futuras chatices, gerando conflitos entre moradores e comerciantes.