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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Maria Sangrenta



A história de Maria Sangrenta.
Maria Sangrenta é um mito urbano, criado para assustar pessoas, principalmente crianças.
Em algumas escolas no Distrito de Santarém, este mito urbano exerce uma forte influência nas crianças e prejudica-as na sua psique e no seu desenvolvimento.

A minha filha de 6 anos ficou afectada por esta informação que lhe foi passada por alunas mais velhas. Estas alunas, muitas delas até acreditam e tentam incutir esta falsa verdade aos mais pequenos. Por sua vez as crianças ganham medo de ir a casa de banho sozinhas, muitas delas aparecem em casa com a roupa mijada e pedem sempre aos pais para acompanha-las.

No inicio quando a minha filha apareceu com a cueca mijada, estranhei. Não era uma coisa normal, passou-me completamente. Outro dia depois apercebi-me que ela estava mijada novamente e eu ralhei com ela, até que ela deixou de me dizer.

Um outro dia, ela disse-me que estava com medo de ir a casa de banho e eu ralhei com ela porque ela tinha que ir sozinha, antes ia e porquê agora têm medo. Disse-lhe que não havia nada a temer e obriguei-a a ir sozinha e ela apareceu-me pouco depois com as calças toda mijada. O medo era tanto que mesmo sentada na sanita acabou por mijar-se.

Agora ontem fui chamado a escola para falar com a professora dela. A professora transmitiu-me que a minha filha falava muito na Maria Sangrenta e acabava por impressionar outras amiguinhas e perguntou-me a eu e a minha esposa tinha-mos este tipo de literatura em casa.
Eu respondi que não e nem sabia da sua existência e que ela nunca tinha mencionado esta situação ou o nome da tal "MARIA", fiquei um bocado comprometido, confesso por causa do desconhecimento da professora e devido a minha anterior nacionalidade ser brasileira. À professora disse-nos que consultou a "NET" e o seu ar deu-nos a ideia associada ao espiritismo no qual foi mencionado.

Uma situação chata e com graves lesões para a minha filha. A minha mulher assim que pôde, foi logo consultar a `"INTERNET E MAIS TARDE FUI EU", encontrei logo informações em blogs e sites brasileiros, o que me fez sentir pior e mais suspeito aos olhos da docente.

Não satisfeito, fui falar com o meu filho que frequenta o 6º ano e o se amigo, (os dois são portugueses) e a resposta foi imediata, eles que frequentam outra escola também conheciam à "MARIA SANGRENTA" e que era comum a história à maioria das crianças.

É bom lembrar, que no 4º e 5º ano, o meu filho e muitos amiguinhos viveram também outro "MITO URBANO" chamado "BOCA DE PALHAÇO" e sofreram com isso.

Fiquei mais tranquilo, parece que nós os adultos somos sempre os últimos a saber. Chegou o fim do dia, deixei a minha filha fazer os trabalhos de casa e levei o resto do dia nas calmas, estava decidido que eu e a minha mulher, íamos confronta-la suavemente com os factos após o jantar.

O jantar correu normalmente até ao final, então subtilmente a minha mulher fazia as perguntas indirectamente para que ela não associasse a nada negativo.
A seguir perguntei a ela se ela conhecia uma tal de "MARIA CEBOLA", o meu filho riu-se e ela também, a brincar, perguntei minha mulher perguntou a tão esperada pergunta?

"CONHECES UMA TAL DE MARIA SANGRENTA?"
A reacção foi instantânea, no mesmo momento lágrimas e choro invadiram os seus lindos olhos azuis e numa voz tremula disse que tinha medo e que não gostava que dissessem este nome.

Acalmamos-a, e demos conforto e carinho reforçando que tal coisa não existia e perguntamos logo a seguir como é que ela soube da história. Então ela nos falou que foi na escola na hora das actividades e que duas meninas do 3º B andavam a assusta-la e a outras amigas também.

No dia seguinte enviei uma mensagem por escrito a professora onde inclusive citava um nome de uma menina mais velha, também ela responsável pelo medo de outras crianças.

Se conselho fosse bom, ninguém dava de graça, mas deixo aqui o meu para outros pais.
Tenham atenção ao que seus filhos vêem na "INTERNET".
Tenham atenção a algum tipo de comportamento que não é normal nos vossos filhos.
Tenham a atenção se os vossos filhos trazem objectos que não são deles nos sacos da escola.

Além dos problemas vividos por eles (psicologicamente) ainda a a agravante de extorsão (roubo) por parte dos mais fortes e também roubo de objectos por parte de alguns, sem falar de crianças que têm escondidos tabaco nas mochilas da escola.

Se chegarmos à certas horas em frente a algumas escolas, aprendemos muito sobre o que se passa na porta das escolas.
Podemos, ver tráfico de droga, extorsão por parte de miúdos mais velhos que fazem com que os mais novos roubem em casa, vemos também jovens de 11 a 14 anos a esconderem tabaco nas mochilas e outras coisas igualmente graves.

Também observamos que as meninas destas fases de idade, gostam mais rapazes problemáticos e rebeldes.

Pais: observem vossos filhos, façam-nos devolverem tudo aquilo que não foi comprado pelo vosso dinheiro, vejam as mochilas e observem-nos no seu comportamento.
Procurem resolver o problema agora antes de que seja tarde demais, para os pais e para os filhos. Depois de homens é muito mais difícil corrigi-los e se forem presos, poucas hipóteses terão de melhorar como cidadãos.

Segundo a Wikipédia, Bloody Mary (conhecida também como Maria Sangrenta, Loira do Banheiro, ou Bruxa do Espelho) é uma lenda urbana que faz parte do folclore ocidental (e oriental, como visto em algumas produções do gênero cinematográfico). De acordo com a lenda, caso seu nome seja pronunciado três vezes em frente a um espelho de banheiro, ela aparecerá frente ao convocador e arrancará seus olhos.

Bloody Mary aparece também no quinto episódio da 1 temporada de Supernatural;

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

BULLING

Imagem original: revistagrandestemas
crítica na aldeia
BULLING ou bullying
Fazer pouco, agredir, intimidar, ofender e humilhar são as armas de muitos gangs e pequenos grupos que actuam nas escolas e fora delas.
O que para muitos era “normal”, coisa de criança e de adolescente é, na verdade, bullying - palavra em inglês que é usada com o sentido de zoar, gozar, tiranizar, ameaçar, intimidar, humilhar, isolar, perseguir, ignorar, ofender, bater, ferir, discriminar e colocar apelidos maldosos.
A gravidade é que esse padrão de comportamento está longe de ser inocente. Trata-se, na verdade, de um distúrbio que se caracteriza por agressões físicas e morais repetitivas, levando a vítima ao isolamento, à queda do rendimento escolar, a alterações emocionais e à depressão. Depois do incidente.
O "bullying", palavra inglesa com difícil tradução para português mas com forte significado, consiste, na violência física e psicológica consciente e intencional exercida por um indivíduo ou um grupo sobre outro indivíduo, ou grupo, incapaz de se defender e que, em consequência de tal agressão, fica intimidado, afectando a segurança, auto-estima, equilíbrio e personalidade.
Com as novas tecnologias e com a diversidade de produtos multimédia existentes no mercado é impensável que as escolas não as utilizem a seu favor as câmaras de filmar, nos pátios e no exterior junto as escolas. Nestes casos as câmaras de filmar podem dissuadir maus comportamentos e corrigir determinadas posturas menos próprias dos alunos, no caso o “bullying".
Já sabemos que o desemprego está a aumentar, os trabalhos precários também e que criar um filho com a qualidade de vida que ele merece, está cada vez mais difícil, pois tal atitude depende de tempo e dinheiro para os pais.
Em casa, muitas das crianças ficam sozinhas. Isto acontece devido a incompatibilidade dos horários de trabalho com o da escola. Uma parte do desemprego deve-se sem dúvida as distâncias entre a escola e o trabalho.
Não é preciso pensar muito, Muitos dos pais têm pouca formação e descarregam suas frustrações, traumas e fobias em cima das crianças e muitas destas crianças crescem sem à presença dos pais e elas muitas vezes também são testemunhas de violência doméstica, sem falar de outros abusos que ocorrem em Portugal e no Mundo.
Sabemos que estas crianças e adolescentes que praticam o “bullying", reflectem um pouco daquilo que aprenderam em casa e nas ruas.
Lá se foi o tempo em que as mulheres ficavam em casa a criarem os filhos e o tempo em que os ordenados dos maridos eram o suficiente para viverem com alguma dignidade.
Portugal têm um nº reduzido de crianças e uma população envelhecida, neste momento Portugal, depende dos imigrantes para aumentarem a taxa de natalidade, fazer descontos e preencher os empregos de baixa renumeração salarial. Mas os imigrantes também trazem problemas, muitos deles têm fichas criminais, outros são fugitivos de países em guerra e outros estão nas mãos de máfias e tal como os portugueses acabam por terem que deixar os filhos muitas vezes sozinhos.
Além de ver adolescentes a extorquirem dinheiro e bens na saída das escolas, vejo crianças que transportam nas suas mochilas tabaco e fumam nas portas da escola, influenciando outros como factor de sucesso e independência. Aqui temos mais um problema que é o vício e para o vicio têm-se que arranjar dinheiro.
Também já tive a oportunidade de observar outros pais que elogiam a esperteza de seus filhos pelos objectos que eles trazem da escola, objectos estes que não foram adquiridos com dinheiro próprio mais sim pela violência e roubo.

Os efeitos do "bullying" podem ser vários. Baixa auto-estima, medo, pesadelos, rejeição da escola, insegurança, ansiedade, dificuldade de relacionamento interpessoal, dificuldade de concentração, diminuição do rendimento escolar, dores de cabeça ou de estômago, mudanças repentinas de humor, vómitos, urinar na cama, falta de apetite, choro, insónia, indiferença, aumento de pedido de dinheiro e até roubos em casa e surgimento de objectos estragados ou desaparecidos sem que seja dada uma explicação para tal.