terça-feira, 16 de março de 2010

PEC

Extracto da crónica de Miguel Sousa Tavares, publicada no dia 13/03 no Expresso, intitulada "PEC: Plano de Extermínio dos Contribuintes".
O tão esperado PEC conheceu finalmente a luz do dia e a primeira coisa que se pode dizer é que nada era mais previsível do que o seu conteúdo. Sumário: os mesmos de sempre vão pagar mais para que os mesmos de sempre ganhem mais ou não percam nada.

Os tais 'privilegiados', que Sócrates apontou como exemplo da injustiça fiscal e que agora vão ser massacrados com 45% de IRS, mais o corte nas deduções com a Saúde, a Educação e os PPR (com que aliviam as despesas do Estado nestes sectores), são o alvo falso de uma demagogia que pretende esconder o fundamental: o Estado gasta metade da riqueza do país e o país continua pobre. Em lugar de verem agradecido o seu esforço (em cinco anos, passaram de 40 para 45% do IRS e agora, juntando os impostos directos e indirectos mais a Segurança Social, vão passar a entregar 60% do que ganham!), os ‘privilegiados’ são tratados como se fossem eles os culpados pelo deboche financeiro em que temos vivido. Eles, os únicos que não fogem ao fisco — porque os outros, os do grande dinheiro, estão no abrigo de offshores, fundações ou sociedades feitas para tal, e a grande massa dos evasores, aqueles que, pagando podiam de facto fazer a diferença, são os coitadinhos que não passam facturas, falsificam o IVA e vivem em economia paralela e protegida pelo Estado. Por isso é que os que vão pagar 45%, representando apenas 1% dos contribuintes, respondem por 18% da receita do IRS. É em grande parte graças a eles que foi possível a este Estado voraz recolher mais receitas fiscais do que a própria despesa nos últimos dez anos (ou seja, cobrou mais do que necessitava), e ter aumentado a receita fiscal seis vezes mais do que o PIB (isto é, colectou impiedosamente os poucos que criaram riqueza para dar aos que nada acrescentaram). Ser generoso com o dinheiro alheio é, aliás, uma característica bem portuguesa: basta ver os salários e mordomias dos gestores públicos.

Não falo dos justamente assistidos — dos que vivem com pensões de 300 euros ou do meio milhão de verdadeiros desempregados. Falo, para começar, dos imediatamente acima, mas moralmente bem abaixo: dos que vivem dos esquemas do subsídio de desemprego enquanto mantêm empregos paralelos ou vegetam no café ou à porta do Estádio da Luz a dizer mal de tudo; dos ‘biscateiros’ que nunca passam factura nem pagam um tostão de impostos e se acham cidadãos exemplares; dos que cultivam as falsas baixas e arruínam o sistema de saúde público com doenças que não têm, exames de que não precisa e remédios que não pagam; dos que compram Mercedes com subsídios para plantar batatas ou produzir 'arte' ou gravuras paleolíticas.
E falo dos ainda mais acima na escala dos assistidos: dos que oferecem robalos em troca de telefonemas, andares recuados em troca de urbanizações e milhões em offshores em troca de subtis alterações às leis. Falo, enfim, de todos os que vivem à conta e não sabem viver de outra maneira, dos tais 46% que se declaram soberbamente indisponíveis para aceitar sacrifícios com a certeza adquirida de que os ‘outros’ são que têm de o fazer. São esses que o PEC protege.


Existem muitas soluções do governo poupar e ir buscar dinheiros sem sobrecarregar a classe média, infelizmente até aqui, são sempre os mesmos a carregarem os ricos e os pobres as costas.

Li a notícia no Expresso do dia 13/03/2010, achei esta crítica fantástica, só por esta matéria já valeu o investimento no Jornal Expresso.
Gostei imenso da versão, “.Plano de Extermínio dos Contribuintes”.
Eu não quero desenvolver tristezas, mas acho que existe em Portugal muitas formas do estado ir buscar dinheiros sem sobrecarregar a classe média.
É preciso investigação a sério, por parte das entidades fiscalizadoras, mas uma entidade fiscalizadora que doutrine o comércio, obrigando os Empresários a terem o seu comércio legal.
Se estamos incentivando o comércio, a solução não passa pela multa mas sim pelo ensinamento. Os comerciantes devem cumprir regras e normas para terem seus estabelecimentos operacionais. Aqueles que não cumprirem são multados e tem a porta fechada.
Os beneficiários dos rendimentos mínimos, devem ser fiscalizados assim como o comércio das feiras. Existem muitas pessoas a receberem rendimentos de inserção social a trabalharem nas feiras por todo o Portugal.
Estas pessoas tem subsídios dos filhos da mulher e deles próprios, trabalham nas feiras, compram carros e carrinhas e não declaram nada ao governo.
Quanto aos comerciantes de portas abertas (lojas), tem que pagar uma catrefada de impostos e mais os salários dos empregados e quando fecham as suas portas não tem direitos aos subsídios de desemprego. Existe aqui muita injustiça, mas é uma óptima oportunidade do governo poupar alguns milhões, arrecadando impostos e tirando alguns subsídios daqueles que não precisam deles.
Outra situação é a actualização de rendas antigas, pois muitas das casas se encontram nas mãos de inquilinos idosos, muitos dos quais já não moram lá.
Estas pessoas não entregam as casas porquê estão a espera de uma indemnização dos senhorios, indemnização esta que os proprietários não podem pagar.
Existe por todo Portugal, milhares de casas com rendimentos muito inferiores a 15.00 Euros. Se estas rendas subissem entre 50 a 200%, não afectariam as famílias e o senhorio teria mais hipótese de fazer algumas obras de melhoramentos. Devemos lembrar que nenhum banco empresta dinheiros para recuperar prédios velhos, é um mau investimento.
Ainda haveria a hipótese do inquilino devolver o imóvel ao senhorio, sendo assim o proprietário poderia vender a quem quisesse investir. É bom lembrar que a maioria desses imóveis se encontra em zonas valorizadas e históricas.
Muitos desses imóveis, se fossem recuperados poderiam ser uma mais valia para a reabilitação de habitação e comércio e mais um incentivo ao Turismo.
Óbidos é um excelente exemplo de requalificação urbana e funcional.
A mais valia, seria uma grande taxa de arrecadação de impostos e uma forte ajuda na requalificação dos Centros Históricos do país, situação esta que deveria ser vista caso a caso.
É bom que o nosso governo veja que existem milhares de casas problemas, casas estas que pagam IRS irrisórios porquê as rendas são uma anedota e uma tristeza para os senhorios que herdaram de seus avós inquilinos indesejáveis nos quais muitos deles são donos de verdadeiras fortunas mais não largam o osso.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Ler Notícia

Veículo de Imprensa:
Veículo Nacional
O uso das novas tecnologias de comunicação e difusão de imagens provocou nos últimos anos um crescimento vertiginoso de crimes sexuais contra crianças e adolescentes em todo o mundo. Para as organizações que atuam no enfrentamento do problema e para os governos, fica a tarefa de encontrar uma forma de conter esses crimes sem cercear o direito à informação e à privacidade.

Apesar dos esforços mundiais, a exploração sexual de crianças e adolescentes cresce exponencialmente. Dados do Unicef apontam para a existência de 150 milhões de meninas e mais de 70 milhões de meninos vitimados em todo o mundo. O palco dessas violações de direitos vem se ampliando a cada ano. As avenidas de beira-mar, as rodovias e os bares, apesar de ainda continuarem sendo o principal cenário para a exploração, vão abrindo espaço para as páginas da internet, os sites de relacionamento e até para as pequenas telas dos celulares. As novas tecnologias, aliadas à globalização, dificultaram ainda mais o enfrentamento aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes. As fronteiras já não existem mais e a falta de integração das políticas dos países se tornou ainda mais alarmante.
É muito importante a denúncia desse tipo de comércio, cabe a responsabilidade a todos nós denunciar este tipo de comércio, pois só assim estaremos a contribuir para um mundo melhor.
As crianças são a esperança e o futuro, trata-las bem é o melhor investimento que podemos fazer para que haja um país mais justo e mais funcional.
Ver artigo completo em. SaferNet

Insegurança

Legislativas 2009 e Jerónimo de Sousa
CDU critica em Santarém política de segurança defendida por Paulo Portas
Em Santarém, Jerónimo de Sousa visitou o comando distrital da PSP daquela cidade. O líder comunista falou sobre política de segurança e aproveitou para criticar as posições defendidas por Paulo Portas na defesa deste tema. Reportagem de Célia de Sousa.

Rute Penedo é capa de Março


Rute Penedo é capa de Março

Após na primeira edição da revista masculina, para comemorar um ano da revista Playboy, a capa deste mês de Março é Rute Penedo.

A primeira playmate a posar para a revista masculina, foi eleita playmate do ano.

Rute Penedo dá a cara à capa de comemoração do primeiro ano da revista Playboy.

Rute Penedo começou jovem no mundo da moda, meio onde cresceu e daí se lançou para o desafio de ser a primeira Playmate portuguesa.

Estará a Playboy Portuguesa sem ideias?

Ver: Rute Penedo

sábado, 13 de março de 2010

Violador de Telheiras

A Polícia Judiciária (PJ) deteve o suspeito de violação mais procurado em Lisboa. Conhecido por violador de Telheiras, era procurado há quase dois anos e poderá estar relacionado com uma dezena de crimes.

É engenheiro de profissão, tem 30 anos de idade e não tinha registados antecedentes criminais. Ao que tudo indica, mora na linha de Sintra e foi reconhecido por todas as vítimas. Algumas mulheres que foram violadas estiveram ontem nas instalações da Polícia Judiciária e, apesar de o suspeito ter deixado crescer a barba, reconheceram-no nas salas próprias nas instalações da PJ.
Ver notícia completa em:
Violador de Telheiras.
A questão aqui é:
Neste momento em Portugal, a impunidade para os crimes de violência física é uma realidade para o cidadão comum e cumpridor das regras sociais.
Os pobres cidadãos estão indefesos e a mercê de criminosos cruéis e sem escrúpulos, tudo isto porquê a nossa justiça é muito branda com os crimes violentos.
É mais fácil um individuo de classe média baixa ir para a cadeia pelo roubo de um pão do que indivíduos que fazem e praticam crimes violentos.
Tenho pena das pessoas que lutam pelos valores morais e sociais, pena das nossas crianças que todos dias veem na televisão a impunidade que vivem os criminosos e que dá a ideia que o crime compensa.
Com um presente assim, como podemos ter esperança no futuro, como podemos almejar um futuro melhor para os nossos.
Numa sociedade evolutiva, esperávamos que certos crimes já não ocorressem nos dias de hoje, mas infelizmente vivemos num mundo instavel e de medo.
Esta é uma herança negativa que vamos deixar aos nossos descendentes, infelizmente estamos a voltar as origens primórdias do Homem.
Esperamos que os nossos governos um dia possam realizar os nossos sonhos para um Mundo melhor.

Um amigo Xulo

Hoje pela manhã estava numa conversa animadíssima no Largo do Seminário, junto a estátua do Marquês Sá da Bandeira, com pessoas que relembravam as feiras e os amigos do passado.

Um desses amigos falava animadamente dos nossos cromos populares, "Armadilhas, Asdrubal" e outros cromos actuais e do passado.

Falava-se em peripécias e aventuras pelas feiras e pelo Centro Histórico de Santarém, onde as situações desencadeadas e seus resultados não lembravam sequer ao diabo.

Um desses personagens lembrou-se do amigo xulo que teve um casamento de pouca dura.

"Então o amigo xulo dizia":

Era um casamento perfeito, não sei porquê não durou. Dizia o xulo.

Ela cozinhava, eu comia.

Ela trabalhava, eu gastava.

Ela limpava a casa, eu descansava no sofá.

Na cama dividiámos o espaço e o calor.

Realmente não compreendo porquê não deu certo.

A verdade é que histórias como essa continua a existirem. Não são exemplos para ninguém, mas para quem está de fora é assunto para passar uns bons minutos divertidos.

Falar em cromos:

Deixo aqui um dois vídeos divertidos dos nossos principais cromos de Santarém; não que eu queira denigrir a imagem deles, mas porquê eles são famosos em toda Santarém, são mais famosos e as vezes mais credíveis do que alguns dos nossos políticos.

Um abraço a todos estudantes e toda a gente de Santarém e principalmente ao meu amigo Armadilhas.
Ver vídeo.


sexta-feira, 12 de março de 2010

De novo o SIADAP

SIADAP

O sistema integrado de gestão e avaliação do desempenho na Administração Pública, continua sendo uma tristeza.

Conheço alguns funcionários que fazem sacrifícios nos seus trabalhos, sacrifícios em horas não remuneradas, sacrifícios estes que vão dando bom nome a instituição pública.

Muitos destes funcionários, sempre fizeram horas á mais sem qualquer remuneração, apenas com o objectivo de verem suas mesas limpas; Ou seja: não acumular trabalhos.

Este mês, tomei conhecimento de um desses funcionários, funcionário este que deveria ser o orgulho da instituição e um exemplo para os outros.

Na avaliação anual pelo sistema SIADAP, a sua chefia principal, deu-lhe uma nota de muito bom, mas uma outra chefia, tirou-lhe o muito bom e deu-lhe o bom e o dito muito bom foi dado a outro funcionário menos eficiente e com menos espírito de sacrifício pela instituição e ainda por cima mau-colega. Este funcionário do qual falámos, só faz horas se a instituição pagar e as vezes faz negócios por fora com recursos da instituição.

Para não escrevermos uma novela, basta dizer que este individuo é mais um dos apadrinhados da chefia.

Outra situação, uma funcionária exemplar queixou-se a sua chefia da Junta de Freguesia em Santarém e perguntou-lhe porquê nunca recebia um muito bom?

A chefia respondeu que, só podia dar um muito bom e que sendo assim ela teria que se contentar com o bom.

A verdade é que esta brilhante e amável funcionária nunca terá o seu muito bom, porquê o muito bom será sempre da mesma colega, esta colega, já leva quase o dobro do salário, tendo as duas as mesmas funções.

Que injustiça!

O siadap é sem dúvida nenhuma uma grande injustiça. Este sistema devia acabar, é o sistema dos amigos e associados, como diria os brasileiros: "Quem não for peixinho não nada".