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terça-feira, 3 de maio de 2011

Eu já fui roubado

Imagem de: itajuipeonline

Eu já fui roubado e você?


Já fui roubado muitas vezes no comércio local. Infelizmente isso acontece todos os dias mesmo quando somos clientes frequentes.

Confesso que é triste, muitas vezes é pior do que ter uma arma apontada por um ladrão declarado.

Muitas vezes olho no rosto de um conhecido que me faz o serviço, muitas das vezes este mesmo já mês fez outros trabalhos e acabo por chama-lo novamente.

Confesso que não vale a pena, depois de tanto ser roubado acabamos por desenvolver os sentidos e sabemos de imediato apanhar uma mentira e percebemos logo o roubo.

Já fui roubado por vizinhos pedreiros que roubaram materiais e objectos da minha casa, por donos de cafés e restaurantes que nos vendem bolos velhos e comida degradada misturada com a nova, sem falar do pão, azeitonas, queijos, manteigas e outros que nos põe a mais na conta da despesa, esta situação é hoje em dia normal, mas custa-nos ver uma pessoa conhecida fazer isso.

Tenho um caso de um restaurante que está a dois passos da minha casa, onde eu e os empregados e mais o dono nos vemos todos os dias. Fui três vezes a este estabelecimento que não é barato com a minha família, estas pessoas cobraram todas as vezes quantias de produtos que eu não consumi, totalizando sempre mais de 3,00 euros de cada vez que la fui, tirando a primeira vez reclamei sempre e hoje já não entro neste estabelecimento.

Um mecânico no qual sou cliente assíduo, cobrou-me por um parafuso e o serviço de apertar o mesmo, a módica quantia de 25,00 sem factura.

Um café no qual eu era cliente vendeu-me por mais de uma vez bolos velhos, um minimercado local, também vendeu-me fiambre estragado, que assim que cheguei em casa foi só abrir e deitar para o lixo.

Ao longo do tempo tenho apanhado tantos roubos, falta de educação e de respeito pelos vizinhos que acabei mudando os meus hábitos de consumo e passei a consumir mais produtos das grandes superfícies.

Numa Pizzaria do Planalto, uma funcionária roubou-me 2,00 euros com um movimento rápido de mãos, colocando em seguida discretamente em seu bolso.

Nos hipermercados, já vi várias vezes as pessoas idosas entregarem suas moedas da carteira ao caixa e este tirar dinheiro a mais.

Precisamos urgentemente de comerciantes honestos e que trabalhem com qualidade e com empregados competentes. Se isto continua assim, o comércio de rua estará cada vez mais condenado.

Eu não faço a denúncia porquê conheço quase todas as pessoas envolvidas nos actos relatados, mas acho que estas pessoas devem ser denunciadas.

terça-feira, 1 de março de 2011

Críse no Centro Histórico de Santarém

Imagem de: ramiromarques
Desde que começou o ano de 2011, a sensação no planalto de Santarém é que parece que as pessoas foram todas de férias.

As ruas centrais do nosso "Centro Histórico", estão desertas comparadas com outros anos. Nem no verão, onde a maior parte do comércio tradicional encerra suas portas alternadamente para férias, costuma ter tão poucas pessoas.

Na rua dos "correios", Rua Ernesto Dr. Teixeira Guedes e Guilherme de Azevedo, antes andávamos aos encontrões nas calçadas para podermos passar uns pelos outros sem sermos atropelados pelo excesso de trânsito, hoje quase que podemos atravessar a cidade pelo meio da rua.

A rua direita ou "Serpa Pinto", também está abandonada e deserta. Durante o dia, a loja de ferragens "Duarte e Reis" é que vai dando vida a uma das ruas que já foi ponto de cobiça para muitos comerciantes. Antes pagava-se altos trespasses e altas rendas para se ter uma porta aberta neste ponto da cidade, agora encontra-se casas fechadas, prédios degradados e esta famosa rua tornou-se um perigo para as pessoas que gostam de dar uma volta a noite após o jantar, devido a desertificação e a falta de policiais.

Na rua Capelo Ivens, até as 11:30 da manhã, ve-se poucas pessoas e o pequeno público consumidor, concentra-se na "Bijou" e no "Quinas".

No resto da cidade passa-se o mesmo. As travessas estão desertas com casas emparedadas para os sem abrigos não invadirem, poucos moradores e os que há são idosos.

Os restaurantes locais, tiveram que apostarem nos mini pratos ou doses bem servidas por um preço baixo ou acessivel, isso como estratégia para não fechar.

Os outros pontos da cidade estão na mesma, menos pessoas e menos vendas. Os empregados dos restaurantes têm tempo de ler o jornal e ver televisão. Uma boa parte dos estabelecimentos hoteleiros já não servem jantares, por falta de clientes. Se pensar em vir a Santarém é melhor ligar e marcar, pois se não corre o risco de encontrar o estabelecimento vazio.

Já foi o tempo em que Benfica, Porto e Sporting enchiam estas casas, onde um bom jogo tinha como resultado muitas grades vazias de "minis" e muitos petiscos vendidos. assim como as azeitonas, tremoços, tapas e caracóis e já agora: Umas moelinhas.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Centros Históricos, decadentes.

Centros Históricos, decadentes.
Santarém após um ano de dificuldades e de crise, recomeça o mês de Janeiro com muitas dificuldades.
Este maravilhoso centro histórico, começa cada vez mais a mostrar as fraquezas das suas estruturas comerciais. O abandono e a desertificação em pró das novas construções na periferia, veio agravar cada vez mais a vida na cidade velha e histórica.
As zonas industriais levaram o comércio para fora da cidade, comércio que outrora obrigava os senhores do dinheiro a entrarem na cidade e a movimentarem todo o comércio local.
O comércio de quartos, que na maioria das vezes não era declarado, também está acabando por falta de condições de habitabilidade, pois o património antigo encontra-se emparedado e degradado devido as baixas rendas e do congelamento das mesmas.
A maior parte das lojas do centro histórico, apresentam prejuízos todos os anos, mas mantém as portas abertas devido as baixas rendas. Um dos factores que obrigam os comerciantes a continuarem é a idade, pois eles não têm direito ao desemprego, resta-lhes esperarem pela idade da aposentadoria.
Há quem fale de comércio de “fachada” para encobrir a verdadeira origem dos rendimentos, mas isso é outra história.
Com a abertura das novas superfícies, com melhores acessos rodoviários e melhores condições que vão ao encontro das necessidades e desejos do consumidor, Santarém assim como muitas das cidades históricas deste país, fica muito aquém das expectativas e da oferta de serviços de qualidade.
Neste mês de Janeiro, a impressão que temos é que é o mês das férias. As lojas e as ruas da nossa bonita cidade estão completamente vazias, sem falar que o nosso famoso comércio tradicional agora abre as 10:00 horas e fecha exactamente as 19:00 horas,
A criminalidade aumentou significativamente devido a desertificação dos centros históricos e as pessoas já começam a terem medo de andarem a noite em ruas como a “SERPA PINTO” (rua direita) ou mesmo pelas travessas a noite que se encontram sem iluminação, como é o caso da TRAVESSA DAS CONDINHAS, onde se situa a ACADÊMICA DE SANTARÈM.
As belíssimas calçadas portuguesas encontram-se também em ruínas devido ao abuso excessivo de carros estacionados em lugares proibidos como o caso da Rua dos Correios, ERNESTO DR; TEIXEIRA GUEDES E GUILHERME DE AZEVEDO.
Quanto aos estacionamentos da cidade, o uso continua abusivo, as pessoas não estão pagando os “PARKÍMETROS”, atrás da Igreja de São Nicolau e no Largo dos Rapazes, prejudicando aqueles que pagam e o comércio local de restaurantes, obrigando assim o potencial cliente a se deslocar para outra freguesia.
E assim vamos vivendo numa cidade de fantasia e não numa realidade. Brincamos aos empresários e ao faz de conta quando na realidade as coisas vão muito mal.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Comer em Santarém

Imagem original: gastronomicity
crítica na aldeia

Estamos em época de crise, as camadas sociais médias oscilam, à maioria descende para a pobreza e uma minoria ascende para o lado dos ricos.
Podemos cortar em tudo, menos na comida, mas para comer existem várias alternativas para todos os tipos de bolsos.
PORTAS DO SOL
Começando por bolsos mais abastados que preferem uma clientela mais selectiva e com padrões sociais mais refinados e com bom gosto. Sugiro o "RESTAURANTE PORTAS DO SOL", este restaurante está situado num excelente local ensolarado e fresco, no espaço em que o restaurante está inserido, (dentro das muralhas do castelo) e beneficia de uma maravilhosa vista sobre o "TEJO" e a "LEZÍRIA", e também possui um MUSEU ARQUEOLÓGICO que funciona por baixo do restaurante.
Seu proprietário é o "CHEFE NUNINHO", conhecido assim pelos frequentadores e amigos daquele espaço.
O "NUNINHO", investiu numa comida "GOURMET" de grande qualidade e asseio e ainda possui um excelente serviço de mesa executado por ele e por diversos funcionários simpáticos.

Os empregados de mesa são pessoas formadas na escola de hotelaria, por exemplo à "MARTA", que é uma simpatia no atendimento.
No lado externo do restaurante, pode-se beneficiar de um gostoso espaço aberto e fresco onde está situado um pequeno quiosque de cafés e drinks, onde se pode deliciar-se com as sugestões do "BARMAN", pode-se também planear e marcar um espaço de convívio e escolher uma ementa ou petiscos, quando marcado antecipadamente.
Além do museu digital e as ruínas ali existentes, as crianças encontram dentro dos portões, baloiços e escorrega e uma caixa de areia com uma maqueta de um tractor.

MAIS BARATO E COM QUALIDADE
Dentro do Centro Histórico de Santarém, podemos encontrar numa das travessas que bifurca com a Capelo Ivens, um espaço agradável e económico, muito acessível e com um prato diário bem fornecido e com qualidade.
Sua Dona é de origem Ucraniana, simpática e asseada e fornece uma alimentação equilibrada no que diz respeito ao prato do dia.

Na Capelo Ivens, ainda podemos encontrar o "QUINAS", que fornece mini pratos e francesinhas
como menu alternativo.

Na rua João Afonso podemos encontrar um pequeno café no inicio da rua, que serve sopas e alternativas à um preço acessível e ainda um delicioso café à: 0,50 cêntimos de euro, seus donos são pessoas simples e simpáticas.

No Shoping, encontramos o Frango da Guia, que têm o "HAPPY HOUR", durante estas horas, pode-se tomar uma imperial à 0,50 cêntimos e um café à 0,45 cêntimos.
Como alternativa ao almoço, pode-se comer um mini prato e um sumo ou cerveja de máquina por 3,75 euros.

Agora, quem gosta de comer mais pesado e com qualidade e que queira despender mais alguns euros, dirija-se ao "CHEFE", esta é uma casa de grelhados e naquele estabelecimento não há miséria.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Festval de caracóis

imagem original: Odalisca

Festival do Caracol Saloio com milhares de visitantes

A 11.ª edição do Festival do Caracol Saloio, em Loures, que decorreu de 16 a 26 de Julho, contou com a presença de milhares de visitantes e apreciadores do famoso gastrópode. O evento contou com a participação de 11 restaurantes que disponibilizaram diversas ementas confeccionadas à base de caracóis e caracoletas.

Reconhecido como um grande evento gastronómico a nível nacional do popular gastrópode, o Festival do Caracol Saloio contou com a participação de 11 tasquinhas, que serviram a já habitual variedade de pratos cozinhados exclusivamente com caracóis e caracoletas: Apolo 78, Atelier de Cozinha Michel, Briónia, Café Primavera, O Grelhador, Ímpar, Lebre, Limiano, Ludecénio, Salero e Xurrasku’s.

Durante os onze dias do certame, e para além dos tradicionais caracóis cozidos e caracoletas assadas, os visitantes puderam deliciar-se com pratos como o Rancho de Caracoleta, Creme Aveludado de Caracóis com Gengibre, Caracoleta à Lagareiro, Pataniscas de Caracol, Farinheira com Ovos e Caracóis, Espetadas de Caracoleta com Enchidos, Massinha de Caracol e Chili de Caracoleta, entre outras.

Uma novidade na concepção dos pratos foi a substituição do gás por placas de indução em todos os restaurantes participantes, alteração executada pela empresa Appliance ARTS, um dos patrocinadores do evento. Esta alteração permitiu reduzir o gasto de energia entre 35 a 40%, além de ser um método mais seguro.

No último dia do Festival do Caracol Saloio foram entregues os certificados de participação a todos os restaurantes e patrocinadores do certame, um evento que contou com a presença da Vereadora do Gabinete de Turismo da Câmara Municipal de Loures, Emília de Figueiredo.

Notícia original: Jornal de Camarate