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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Viver na crise

Imagem original: economiaa wikispaces
Viver na crise.
Os portugueses durante anos queixaram-se da crise, mas agora é que à crise chegou.
Os maus investimentos e o mau uso e abuso dos dinheiros da EU, vieram a se reflectir no povo português.
O famoso e aterrador “PEC”, só veio executar e exigir as contrapartidas de um associado e mau gestor que é Portugal.
Com os maus exemplos de fomentação ao emprego e de criação de postos de trabalho onde não existem, fazem de Portugal um país sonhador e sem base de equilíbrio para se manter.
Perdemos tudo e não criamos alicerces para o futuro. Somos hoje um país de consumistas onde não produzimos nada. Passamos à nossa vida a alimentar países que estão evoluindo, países que investiram fortemente na agricultura, pesca, produção animal, novas tecnologias, téxteis, electrónica e muitos outros equipamentos diversificados. Estes países aumentaram significativamente os investimentos no Turismo, criando condições de receberem turistas de todo o mundo à um preço competitivo. Na pesca, compraram navios pesqueiros que congelam o peixe quase imediatamente, peixe este que passa por um processo artesanal e industrial de tratamento, podendo já ser embalado e vendido em países como Portugal.
Na agricultura, ampliaram hectares de verduras, frutas, e cereais, usando mão-de-obra estrangeira e novos recursos tecnológicos. Mantiveram os veículos antigos à trabalharem com combustíveis alternativos como forma economizadora.
O que é engraçado: É que a nossa vizinha Espanha teve as mesmas oportunidades que nós e desenvolveu o seu potencial. Hoje somos dos maiores consumidores de produtos espanhóis, pois deixamos de produzir e compramos tudo aquilo que a nossa terra dá.
Quando os nossos políticos dizem: Vão de férias cá dentro. Dá-me vontade de rir, durante muito tempo eles, na sua maioria passavam suas férias na vizinha Espanha.
É mais barato viver em Espanha do que em Portugal, os carros pagam menos impostos, o IVA é muito mais baixo, o combustível mais barato, à comida é bem servida e ao mesmo preço, o gás é mais barato e todo o tipo de produtos e consumíveis, saúde e já agora férias.
Alugamos uma casa no Algarve ou na Nazaré, casa esta, na sua maioria sem qualquer condição há um preço caríssimo e sem direito a nada. Enquanto a nossa vizinha Espanha nos oferecem um pacote de sonho, incluindo serviços e refeições, com lugares repletos de diversões e animações e muitas vezes também incluído o transporte de pessoas. Tudo isso por um preço inferior aos 15 dias de férias no Algarve ou Nazaré.
Quando nos pedem para consumir produtos portugueses, olhamos para a nossa magra carteira e pensamos na realidade. Tudo o que é nacional é bom, ou quase tudo: Mas na realidade é que tudo o que é espanhol é muito mais barato que o produto nacional, isso suscita dúvidas ao cidadão português. Como é que um pais como Espanha pode pagar mais aos seus funcionários e ter melhor segurança social, melhor saúde e assistência ao desemprego e ainda comprar laranjas algarvias portuguesas e revende-las à Portugal com menor preço?
Não dá para perceber.
Falam na crise espanhola, mas na verdade dentro de pouco tempo os investimentos espanhóis vão dar lucro, principalmente no Turismo, sem falar nos outros investimentos como o da agricultura e nas energias renováveis.
Se estivéssemos na situação de Espanha, estávamos nós bem, pelo menos teríamos o futuro assegurado pelos bons investimentos que foram feitos em todas as áreas.
Agora já se fala mo agravamento da crise para 2011. Mais desemprego, mais aumentos em todos os campos, agravamentos nos impostos, inflação etc.
É o “PEC” à trabalhar.
Imagem original: mouraencantada

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O P.E.C. e os funcionários públicos

Imagem original: Mais Valias

Os portugueses sempre se queixaram da crise, mas pela primeira vez em 20 anos. Posso dizer que Portugal está começando a entrar na crise.
Um pais que durante anos não aproveitou os dinheiros da UE para criar Empresas e Indústrias, não pode gerar empregos, um país com problemas de rendas baixas de casas, não pode investir no património, um país com taxas e impostos elevados não pode competir com seus vizinhos, e cada vez é mais baixo os ordenados, se os ordenados forem muito baixos, as pessoas não compram e se não compram, o comércio morre.
Como sempre cabe aos pequenos pagarem as dívidas, os verdadeiros trabalhadores da função pública foram penalizados com ordenados congelados, muitos desses empregados já foram vítimas do novo sistema de avaliação o SIADAP, sistema este que penaliza os verdadeiros trabalhadores da função pública e que beneficia os puxa-sacos e as cunhas.
Por causa do Siadap, a maioria dos funcionários só subirão daqui a 10 anos enquanto outros sobem em 4 em 4.
Agora estamos debaixo de medidas duras e se nada for feito, sofreremos algumas alterações na vida social e comercial. No jornal expresso encontramos várias medidas para beneficiar o PEC, entre elas estão estas:

AUMENTAR O IVA, CONGELAR O 13º MÊS

Depois das quatro medidas anteriores estarem assumidas publicamente pelo Governo em nome do Estado português, o Executivo têm de aumentar a taxa do IVA de 20% para 21% e anunciar que este ano o 13º mês de todos os funcionários públicos será pagos através de títulos do Tesouro, que não serão vendáveis antes de três ou cinco anos.