quarta-feira, 24 de março de 2010

Mercado do arrendamento 2010


As imobiliárias referem que o mercado de arrendamento atravessa um momento histórico. A procura de casas para arrendar aumentou 20% e há mesmo quem invista na compra de casas para depois as alugar.
Sempre houve quem investisse neste mercado, este tipo de investimento não é novo, o problema são os riscos do senhorio não receber as rendas. Infelizmente a justiça é muito lenta nas acções de despejo e na cobrança oficiosa.
O processo é caro e moroso para os senhorios, que têm que avançar com o custo de um advogado e com as despesas de tribunal, sem falar que na maioria das vezes, recupera-se o imóvel vandalizado.
Os investidores deste tipo de produto, nos anos 40, 50, 60, ficaram muito prejudicados com os congelamentos das rendas, hoje os filhos e netos desses senhores têm rendas baixas que oscilam entre 10.00 a 20.00 Euros e os imóveis se encontram abandonados e degradados.
Existem muitas histórias tristes que envolvem o arrendamento urbano, desde crimes, incêndios, brigas e muitas histórias de desespero, tanto dos senhorios como dos inquilinos, a questão do arrendamento é uma faca de dois gumes, onde todos perdem principalmente Portugal e o seu património histórico.
Infelizmente com o congelamento das rendas de 2010, só veio agravar a vida de diversos senhorios e de diversas famílias.
O mercado de arrendamento nacional está muito longe dos índices registados nos países mais desenvolvidos da Europa. De acordo com dados fornecidos pela UEPC (União Europeia dos Construtores Promotores) o arrendamento já representa mais de 40 % da actividade imobiliária de países como Alemanha, França, Holanda, Áustria e Suécia, enquanto em Portugal não ultrapassa os 13%.
A actual política do governo não é benéfica para os proprietários, assim como também prejudica as famílias que vivem em casas degradadas. Essas famílias correm risco de vida e os prédios degradados são uma ameaça constante aos transeuntes que passam nas ruas.
O governo devia analisar caso a caso, os prédios que não estivessem habitados deviam retornar aos seus legítimos donos. Infelizmente muitos dos prédios devolutos estão na mão de ex inquilinos que não entregam o imóvel devido as baixas rendas, estes inquilinos indesejáveis estão apenas a espera de uma indemnização em troca do cancelamento de um contracto que foi feito á mais de 40 anos.
Imagem Original: Mundo das Tribos

Festas de S. José

S.José
O Município de Santarém recriou a festa do Ribatejo, exaltando alguns dos seus ícones, como a festa brava e o ambiente tipicamente ribatejano. Este foi o grande objectivo deste ano das Festas do Município que teve início no dia 18 e que se prolongaram até ao dia 21 de Março, cujo ponto alto foi no dia 19, Dia de S. José, Feriado Municipal, dia da Cidade.
Os campinos, os touros, o artesanato, música e o folclore voltaram à cidade de Santarém e ao antigo Campo da Feira e avivou os grandes momentos de festa ribatejana.
Este evento teve como objectivo celebrar a honra da nossa cidade e de S. José, convocando o passado para este reencontro com a história, com a tradição, com a construção do nosso devir liberdade, orgulhosos da nossa a terra, contribuindo para a sua afirmação no quadro nacional.
Devo dizer que esta festa de S. José, foi maravilhosa e também foi bom para o comércio da feira.
O facto do campo Infante da Câmara estar asfaltado contribuiu muito para o sucesso da mesma, posso dizer que foi uma grande festa.
Só posso dizer: “Que venha mais festas de S. José”.

Imagem Original. CMS Site

segunda-feira, 22 de março de 2010

Portugal tá pior

Portugal, já não é o que era:
Portugal é um país amigo, país irmão, mas também é um país que nunca cresceu. Desde as colónias que o dinheiro e riquezas têm sido injectados neste velho país Europeu, mas infelizmente nada produtivo foi desenvolvido.
Portugal foi um país que ajudou a desenvolver outros países, assim como a Inglaterra, Índia e China, Espanha e etc.
Os fundos Europeus infelizmente encontram-se investidos em contas de bancos e casas de praia e algumas fazendas de gado, no Brasil, Argentina, Angola e Luxemburgo entre outros.
Portugal (povo), vai ser novamente sacrificado para pagar contas de dinheiros amealhados por empresários sem escrúpulos e corruptos, empresários estes que não criaram nada para o futuro do povo Português e sua descendência.
A corrupção em torno dos fundos europeus, só veio agravar a vida do "Zé Povinho", este dinheiro devia ser seguido por uma fiscalização devidamente creditada e o mau uso deste capital devia fazer sofrer os responsáveis e obrigá-los a apresentarem as despesas e onde o investimento foi feito e por último a devolução do capital na íntegra.
agora temos o PEC, salários e carreiras congeladas, reformas antecipadas, rendas antigas congeladas e baixos ordenados com uma carga tributária cada vez maior, sem falar nos fechos de centros de saúde e escolas, cada vez os ordenados são mais baixos e o trabalho é precário.
Vivemos actualmente numa mentira cheio de cortinas de fumaça que tapam os olhos dos menos atentos.
Durante anos vivemos de subsídios e de brincar as empresas e agora todos pagaremos por isso.
Já o meu avô dizia: "Quem não sabe vender fecha a porta".
Quando observamos a pequena burguesia de um centro histórico, ficamos admirados, como é que eles sobrevivem? São perguntas constantes que nós fazemos no dia-a-dia.
Aqui em Santarém há comércios que dão prejuízos á anos, comércios que têm dias de não entrar ninguém.
Comércio este que paga rendas e empregados, seus proprietários compram carros novos, mas o seu IRS e IRC são "ZERO".

quarta-feira, 17 de março de 2010

Plano de Estabilidade e Crescimento

Conheça aqui as principais medidas apresentadas hoje pelo Governo para controlar as contas públicas até 2013.
Plano de Estabilidade e Crescimento.
DESPESA
TGV ADIADO: construção das linhas de alta velocidade entre Lisboa/Porto e Porto/Vigo são adiadas durante dois anos.
CORTE NO INVESTIMENTO PÚBLICO: o peso do investimento público no PIB vai cair de 4,2% em 2009 para 2,9% em 2013.
SALÁRIOS CONGELADOS: os funcionários públicos vão ter aumentos salariais abaixo da inflação até 2013.
APOIOS À ECONOMIA: algumas das medidas anti-crise, como o alargamento do subsídio de desemprego e o subsídio de contratação de jovens, vão ser retiradas já em 2011.
TECTO MÁXIMO PARA BENEFÍCIOS FISCAIS E DEDUÇÕES: os contribuintes vão passar a ter um tecto máximo para os montantes dos benefícios e deduções fiscais de que poderão beneficiar.
CORTE NAS PRESTAÇÕES SOCIAIS: o Governo vai cortar em 0,5% os gastos com prestações sociais até 2013.
RECEITA
NOVO ESCALÃO DE IRS: o Governo cria um novo escalão de IRS de 45% para quem tenha rendimentos anuais superiores a 150 mil euros. A nova taxa será temporária e vai durar até 2013. Estas medidas incidem já sobre os rendimentos obtidos em 2010.
TRIBUTAÇÃO DAS MAIS-VALIAS DA BOLSA: os contribuintes que detenham acções há mais de um ano vão perder a isenção e passar a estar sujeitos a uma taxa de 20%.
PRIVATIZAÇÕES: Esta será a principal via para reduzir a dívida pública. O Governo prevê um encaixe de 6 mil milhões de euros de receitas.
Ver original em: Económico

terça-feira, 16 de março de 2010

Voltando ao IEFP e a UE

Mais uma reunião.
Criar uma Empresa com as ajudas e subsídios e empréstimos bancários.
Olhando para os meus colegas desempregados, verificamos que muitos deles são pessoas de trabalho e de coragem.
Diante de todos nós, temos uma funcionária do IEFP que está ali para explicar como todo o processo funciona.
Do meu lado temos pessoas que vão dos 20 aos 50 anos, pessoas com a 4ª classe e até com cursos Universitários, sem falar nos estrangeiros.
Temos uma verdadeira diferença de conhecimentos e de capacidade de absorção da compreensão das ideias divulgadas pela nossa interlocutora.
Muitas dessas pessoas tem a prática do trabalho, mas não tem a experiência académica.
E aqui voltamos a nossa formadora de teorias que começa a conversa mais ou menos assim:
Todos aqui têm Internet?
É importante que vocês vão ao site do IEFP pesquisar, não se esqueçam do Diário da República, dos artigos das alíneas da Portaria etc. O site é WWW etc.
E aqui vão surgindo dúvidas, casos e situações que nunca aconteceram antes. Alguns artigos sobre fundos e investimentos do artigo e da portaria x, já não são válidos mais causam confusões e estão na Internet.

As situações continuam. 3 Jovens desejam investir e arriscar o subsídio de desemprego e pedir os empréstimos bancários que estão acordados com o governo, empréstimos estes c/ isenção de taxas de juros e prestações no primeiro ano e com reembolso da totalidade num prazo máximo de 7 anos.

Conforme os jovens vão construindo o castelo, as novas informações dadas pela nossa interlocutora vão afastando os sonhos dos futuros sonhadores da mesma forma que um castelo de cartas vai caindo.



Quanto as pessoas com menos estudos, estas são corajosas e sabem trabalhar, estas pessoas apresentam propostas em áreas de vendas ambulantes, artesanato, e serviços a domicilio. Tenho pena delas, algumas dessas pessoas apresentam soluções viáveis para o desenvolvimento de um bom negócio e de fracos investimentos, negócios este que as permitem pouparem na renda de um espaço físico. Estas pessoas conhecem os negócios a que se propõem fazer, mas devido os seus fracos conhecimentos, não conseguem perceber e nem compreenderem os assuntos em debate.
Esses pobres coitados trabalharão sempre na clandestinidade, pois para compreenderem a Sª DRª do IEFP precisariam da consulta de um advogado.
Não é fácil, as vezes para se compreender a importância do que está escrito bastava 5 minutos de conversa para resumir o que realmente é importante.
A maior parte das pessoas deixam de compreender o que está escrito, quando tem que ler um livro, mas memoriza uma conversa e os pontos importantes, quando o assunto é de interesse pessoal.
Eu pergunto a mim próprio, alguém já leu na totalidade as regras de uso de um cartão de crédito? Sinceramente, eu não conheço ninguém que tenha lido e quando leu compreendeu? Também não conheço ninguém.
Vejamos outras situações:
Sabemos que na sua maioria os Empresários de maior sucesso, são alunos medianos, temos políticos com 9º ano, Presidente com notas de 15, 16, 17, Primeiro-ministro com notas médias e Empresários que se tornaram cultos depois de trabalharem muito.
Estas pessoas aprenderam a arte da cultura na vida e na prática do dia-a-dia e com o suor da insistência e da teimosia.
Portugal tem um grande nº de analfabetos, mas não quer dizer que estas pessoas não sejam trabalhadoras. Infelizmente muitas das instituições, não tem pessoas a altura de resolverem os problemas e nem querem, isso acontece porquê muitos dos funcionários de diversas instituições não tem amor ao seu trabalho, só ao salário ao fim do mês. Isto é o reflexo do factor cunha, factor que afasta os verdadeiros trabalhadores e que geram injustiças no ambiente de trabalho, por ex. SIADAP.
Nos seviços públicos, existem funcionários no atendimento que não tem a minima vocação para o atendimento ao público. Muitas das pessoas do campo e das aldeias, saem das repartições a procura de um estafeta ou advogado, somente para preencherem um simples formulário.
Em Santarém na DGV, as pessoas saem daquela instituição e vão para o café ao lado pagar a um senhor o preenchimento do formulário de troca de carta e para dar baixa de veículos.
O que eu quero dizer com isso é que um pouco de boa vontade, não fazia mal a ninguém e acabava ajudando e ensinando as pessoas a resolverem os seus problemas.

Se Portugal procurasse esclarecer as dúvidas de muitas dessas pessoas e falar com elas da mesma forma com que falamos com uma criança, acredito que teríamos mais Empresas e maiores investimentos no país.
Infelizmente, os dinheiros da UE que poderiam desenvolver Portugal, encontram-se investidos em LUXEMBURGO, BRASIL, ANGOLA e outros.
Faltou fiscalização e acompanhamento por parte das entidades fiscalizadoras, gerou-se corrupção e artimanhas para o não desenvolvimento dos projectos. Resultados: Aqueles que são anti-corrupção e que queriam criar suas Empresas viram os seus projectos vetados.
As histórias de cidadãos honestos que tiveram os seus projectos negados pelos representantes do subsídio Europeu, ainda são temas nos cafés da cidade, cafés onde se encontram Construtores e Empresários que falam abertamente e animadamente das corrupções por parte das instituições e os postos e sectores que tiveram que subornar para conseguirem a aprovação de seus projectos.
Agora a classe média será penalizada pelos maus aproveitamentos e usos dos fundos Europeus, pagaremos grandes fatias das dividas do país, por isso temos o PEC a nossa espera, e o futuro dos nossos filhos e dos aposentados estão em risco.

Pescadinha de rabo na boca.

A taxa de desemprego deverá ter chegado aos 10 por cento no quarto trimestre de 2009, com os analistas à espera de uma nova degradação do mercado laboral na primeira metade de 2010.
Os números do desemprego para o quarto trimestre são conhecidos na quarta-feira, com o Instituto Nacional de Estatística (INE) a divulgar as estatísticas do emprego para Portugal.
Ver .Tvi24

Pescadinha de rabo na boca.

Não sei quais os verdadeiros valores do desemprego, mais muitos dos desempregados acreditam que Portugal tem mais de um milhão de desempregados (1.000.000) e que registados só estão cerca de 600.000 desempregados.
Quando vamos ao centro de emprego, nos apercebemos que a realidade é mais grave do que parece e que as soluções não são fáceis.
Ao assistirmos as soluções apresentadas de acesso ao crédito, numa reunião do IEFP, verificamos que o acesso ao crédito para construir uma pequena empresa é de enorme burocracia e demasiadamente morosa e sem garantias para aquele que arrisca.
Depois dizem que os portugueses não são empreendedores. Vejam só:
Desenvolve-se um projecto onde tens que arranjar uma FACTURA PROFORMA especificada com todos os materiais específicos para o desenvolvimento do seu negócio, um plano e estudo da viabilidade do local e os seus concorrentes, um contracto de arrendamento do sítio onde se propõe a exploração do negócio e fazer a entrega de todo o projecto com uma estimativa provável de recuperação e pagamento dos dinheiros auferidos (restituição, na maioria dos casos).
Enquanto decorre a espera que pode demorar entre 60, 90 dias ou mais, o futuro empresário estará pagando rendas ao senhorio. O pior é que depois de sacrifícios e provável endividamento, o projecto pode não ser viável.

imaginemos que o IEFP, não ache viavel o local de implantação do negócio e demore a dar a nega.

Vejamos um contracto de arrendamento comercial:

Contracto 500.00 Euros mês, mais um mês em casa é igual a 1.000,00 Euros, se o IEFP dar uma nega com demora de 90 dias, são mais 1.000,00 Euros que é = a um total de 2.000,00 Euros de prejuízo, se você empresário, uma vez com um contracto de arrendamento comercial tiver aberto a Empresa Unipessoal ou outra e se o seu projecto for vetado, automáticamente estará excluido do subsídio de desemprego e terá a vida agravada em novas dívidas, não se esqueça se és Empresário, quer dizer que trabalha por conta própria, logo deixa de receber do desemprego.
Se o futuro empresário tiver iniciado nesse tempo a abertura da Empresa e o projecto não for aceito, fica o empreendedor sem o subsídio de desemprego.
Está aqui um excelente negócio para o governo deixar de pagar os subsídios aos desempregados que acham que podem ser patrões.

O PEC e os portugueses.

Plano de estabilidade e crescimento desacreditado por portugueses.

Aqui em baixo vemos algumas designações da criatividade dos portugueses.

"PEC: Plano de Extermínio dos Contribuintes".

“PEC: O Túmulo da Próxima Geração”

“PEC: Portugueses Estão Condenados”

Curiosidade do PEC:

Algumas das declarações do primeiro-ministro sobre a conjuntura económica:

“A melhor forma de promover a economia e de promover o emprego é com investimento público”.

“Temos uma segurança social completamente reestruturada – em 2005 era considerada de alto risco”.

“Temos hoje uma economia mais eficiente – a nossa balança tecnológica é positiva”.

“O PEC – Programa de Estabilidade e Crescimento vai ser um plano corajoso e frontal” .

“O nosso desafio é, por um lado, crescer, e por outro por as finanças públicas em ordem” .

Resumindo e concluindo.

A classe média fará mais um acto de coragem se sobreviver a mais este “tsunami da economia”.